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A FRAQUEZA É O CAMINHO - conclusão

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Conclusão da série de reflexões "A FRAQUEZA É O CAMINHO".


Vimos anteriormente os quatro movimentos desse texto (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4):


1. AS ALTURAS — O PERIGO DE ACREDITARMOS QUE SOMOS FORTES


2. O ESPINHO — DEUS NEM SEMPRE REMOVE NOSSA FRAQUEZA


3. A GRAÇA — QUANDO O QUE DEUS NOS DÁ É MELHOR DO QUE AQUILO QUE PEDIMOS


4. O PODER — A FRAQUEZA É O CAMINHO


Talvez hoje exista um espinho em sua vida. Algo que você pediu para Deus retirar. Talvez mais de três vezes. E talvez você esteja pensando: “Se Deus tirasse isso, eu poderia servi-lo melhor.” “Se Deus resolvesse isso, minha vida seria melhor.” “Se Deus mudasse isso, eu seria mais feliz.”


Talvez. E continue orando. Paulo orou. Mas deixe aberta uma possibilidade. Talvez Deus queira fazer algo ainda mais profundo. Talvez o espinho que você considera um obstáculo esteja se tornando uma escola. Uma escola de humildade. Uma escola de oração. Uma escola de dependência. Uma escola de graça.


Há coisas que Deus tira de nós. Há coisas das quais Deus nos livra. Mas há coisas que Deus permite que permaneçam porque, sem elas, talvez voltássemos a acreditar que somos fortes.


E existe uma verdade ainda maior. O maior exemplo de poder através da fraqueza não é Paulo. É Jesus.


Contemplemos a cruz. 


Aos olhos do mundo aquilo era fraqueza. Um homem rejeitado. Humilhado. Ferido. Pregado numa cruz. Uma coroa de espinhos na cabeça. Cravos nas mãos e nos pés. Morrendo. Se existiu um momento na história que pareceu derrota, foi aquele. Mas justamente naquela aparente fraqueza Deus estava realizando sua maior obra.


Na cruz, aquilo que parecia derrota tornou-se vitória. Aquilo que parecia fraqueza revelou o poder de Deus. Aquilo que parecia o fim tornou-se o começo de nossa redenção.


Por isso o caminho de Paulo é, no fundo, o caminho de Cristo. A cruz é o maior exemplo do poder divino operando através da fraqueza humana.


Talvez você tenha acompanhado esta série querendo ouvir: “Deus vai tirar o seu espinho.”

Não posso prometer isso. Paulo também não poderia. Mas posso afirmar algo que Cristo prometeu:


“Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”

(2Co 12.9)


Talvez ele tire. Talvez não. Mas se o espinho permanecer, a graça permanecerá. Se a fraqueza permanecer, o poder de Cristo continuará disponível.


E talvez um dia você olhe para aquilo que hoje considera apenas uma fraqueza e descubra: “Foi ali que aprendi a orar.” “Foi ali que perdi minha autossuficiência.” “Foi ali que aprendi a depender.” “Foi ali que conheci a suficiência da graça.” “Foi ali que experimentei o poder de Cristo.”


Paulo foi levado ao terceiro céu. Mas talvez sua maior revelação tenha acontecido na terra, diante de um espinho, quando ouviu Cristo dizer: “Minha graça é suficiente para você".


E finalmente entendeu: A fraqueza não era o fim do caminho. A fraqueza era o caminho.

Porque:


“Quando sou fraco, então é que sou forte.”

(2Co 12.10)


Talvez seja essa a grande lição de toda a passagem: a espiritualidade genuína não é medida por nossa capacidade de demonstrar força, mas por nossa disposição de depender de Cristo.


No final, a maior força que podemos ter é nos curvarmos diante de Deus e dizer: “Eu sou fraco. Mas Cristo é forte. Eu não sou suficiente. Mas a graça dele é.”

 
 
 

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