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A ESCOLA DA AFLIÇÃO, parte 3 de 3

Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
Luiz Fernando Arêas
9 de ago.
3 min de leitura

Bom dia.




Concluímos nossas reflexões sobre o tema "A escola da aflição" (veja a parte 1, parte 2).


Vimos que:


Deus usa dificuldades para nos ensinar a depender dele, e não de nós mesmos.


e


A Matemática da Fidelidade de Deus: Ontem, Hoje e Sempre


A terceira preciosa lição é algo que alguns queridos irmãos têm experimentado e vivido muito bem:


As orações são um instrumento precioso de Deus para que possamos enfrentar as tribulações da vida.


Vejamos o verso 11:

“enquanto vocês nos ajudam com as suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos.”

(2C0 1.11)


Que verdade maravilhosa! Os coríntios talvez não pudessem estar fisicamente ao lado de Paulo em suas aflições. Não podiam resolver seus problemas, abrir as portas que estavam fechadas ou remover os perigos que ele enfrentava. Mas podiam ajudá-lo. Como? Orando.


Isso nos ensina que a oração não é aquilo que fazemos quando não podemos fazer mais nada. A oração é uma das coisas mais importantes que podemos fazer por alguém.


Dar à oração o segundo lugar é tornar Deus secundário nos negócios da vida.

E. M. Bounds, 1835-1913


Muitas vezes, diante do sofrimento de uma pessoa querida, sentimo-nos impotentes. Gostaríamos de resolver seu problema, aliviar sua dor ou mudar suas circunstâncias, mas não podemos. Contudo, podemos nos colocar diante Daquele que pode todas as coisas.


Na carta aos filipenses, Paulo está preso e escreve


“pois sei que o que me aconteceu resultará em minha libertação, graças às orações de vocês e ao auxílio do Espírito de Jesus Cristo.”

(Fp 1.19)


Ele ama a Igreja de Filipos e a Igreja de Filipos também o ama. Ele crê que será liberto graças às orações deles e ao auxílio do Espírito de Jesus Cristo.


Mas aqui ele escreve aos coríntios, os quais também ama, apesar de tantos problemas relacionais que o apóstolo tem com eles, como, por exemplo, o questionamento de sua autoridade apostólica.


Ele valoriza e elogia os irmãos de Corinto pelas orações em favor dele.


Deus procura intercessores.


A oração é um escudo para a alma, um sacrifício a Deus e um açoite para Satanás.

John Bunyan, 1628-1688


Vemos isso na Bíblia em passagens como Ezequiel 22.30 e Daniel 9. Deus, em sua soberania, permite que pessoas participem de sua obra no mundo por meio da oração.


E há algo ainda mais bonito no verso 11: muitos oram, Deus responde e muitos dão graças.


A aflição de Paulo, que poderia isolá-lo, acaba envolvendo toda a comunidade. Alguns sofrem, muitos oram, Deus concede sua graça e, no final, muitos agradecem.


A oração transforma uma aflição individual em uma experiência comunitária da graça de Deus.


Talvez essa seja uma das razões pelas quais Deus não deseja que atravessemos sozinhos a escola da aflição. Quando compartilhamos nossas lutas, damos aos nossos irmãos a oportunidade de entrar conosco na sala de aula — intercedendo, sustentando e, depois, celebrando conosco as respostas de Deus.


Paulo pedia orações às suas igrejas e orava por elas. A maioria de suas cartas começa com uma referência às suas orações “incessantes” por seus filhos espirituais.


E as orações estão sempre ligadas à gratidão e às ações de graças. Na oração a esperança é renovada e a confiança em Deus é fortalecida.


As verdadeiras orações são como pombos-correios que encontram seu caminho com extrema facilidade; elas não podem deixar de ir para o céu, pois é do céu que procedem; elas estão apenas voltando para o lugar de onde vieram.

C. H. Spurgeon, 1834-1892


Paulo pediu oração por si mesmo e seus companheiros enquanto viajavam para espalhar a mensagem de Deus. Devemos orar pelos pastores, professores, missionários e outros que estão espalhando o evangelho.


Lições preciosas para nossa caminhada com Deus no dia a dia. Não há lições tão úteis do que aquelas aprendidas na escola da aflição.


  1. Deus usa dificuldades para nos ensinar a depender dele, e não de nós mesmos.


  2. A Matemática da Fidelidade de Deus: Ontem, Hoje e Sempre.


  3. As orações são um instrumento precioso de Deus para que possamos enfrentar as tribulações da vida.


A maturidade do cristão é cultivada pela morte da autossuficiência, pela dependência radical de Deus, pela experiência de “ressurreição” e pela vida de oração.


A suficiência dos meus méritos está em saber que meus méritos não são suficientes.

Agostinho, 354-430


Para tirar boas notas na escola da aflição, olhemos para Jesus, nosso Autor e Consumador da nossa fé, que nos dá forças para enfrentar nossas lutas.


E lembremos: na escola da aflição, Deus não nos ensina apenas a depender dele; ensina-nos também a depender uns dos outros, enquanto juntos dobramos os joelhos diante dele.


 
 
 

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