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A ESCOLA DA AFLIÇÃO, parte 1 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Bom dia.



Você já foi obrigado a fazer um curso que não queria? Eu já. Quando eu tinha quinze anos de idade, meu pai me colocou num curso de programação em COBOL. A linguagem é antiga, mas usada até hoje, especialmente, pelos bancos. Era o aluno mais novo da turma. O mais novo depois de mim deveria ter uns 22 anos. Detestei! Não entendi nada. Disse: “nunca mais quero ver isso na minha vida!”


Quatro anos depois eu já havia entrado no mundo da programação e paguei um curso de COBOL do meu próprio bolso aos sábados. Amei! Aquele curso moldou a minha carreira na área de TI.


O fato é que estamos todos matriculados na escola da vida, e o sofrimento é matéria obrigatória do currículo escolar. Por mais que queiramos, não há como evitá-lo.


A Professora Vida é implacável porque ela primeiro dá a prova, depois a lição. E muitas vezes essas provas não são marcadas com antecedência. São provas surpresas.


Lembro-me de uma professora que tinha um prazer especial em fazer isso com os alunos. Subitamente, e com um ar de alegria, ela anunciava: “Hoje tem prova surpresa, conteúdo das duas últimas semanas!” Por isso, quem quisesse ir bem nessas provas ou pelo menos sobreviver a elas, sabia que era necessário manter-se afiado, preparado, com a matéria em dia.


Da mesma forma, para sermos bem-sucedidos nas provas surpresas da professora Vida, é imprescindível andarmos afiados, estudarmos a matéria, mantermos firme nossa rotina diária de estudo do Livro que melhor pode nos preparar para esse propósito: a Sagrada Escritura.


A segunda carta de Paulo aos coríntios tem alguns temas fortes e relevantes para os cristãos: como lidar com o sofrimento, o crescimento espiritual, o poder de Deus na nossa fraqueza, entre outros.


Paulo iniciou a carta agradecendo e louvando ao Deus ao Deus do Consolo e do Encorajamento nas nossas tribulações, para que possamos crescer espiritualmente e sermos usados por ele para consolar a outros também.


Depois de louvar a Deus por isso, agora o apóstolo fornece um exemplo concreto da consolação de Deus e do livramento concedido por ele em uma situação especialmente difícil.


Na curta, mas rica passagem de hoje, nos versos 8 a 11, encontramos ensinamentos valiosos.

O verso 8 diz:


“Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida.” 

(2Co 1.8)


Três observações.


  1. O texto grego original começa com a palavra “pois”, uma conjunção que liga a passagem anterior a essa, como ampliação do conteúdo anterior. Paulo está indo do genérico para o específico.

  2. Por Ásia, ele não está se referindo ao continente asiático, mas à parte ocidental da atual Turquia.

  3. Ele diz quer que os irmãos saibam das aflições, mas não diz a quais aflições ele se está se referindo, pois foram muitas.


Paulo não está interessado em voltar a atenção para os detalhes da experiência aflitiva, mas em destacar a grandeza do livramento de Deus, e o que talvez seja ainda mais importante, a providência e o propósito de Deus nessas dificuldades.


Vejamos o verso 9:

De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos.

A linguagem extrema usada pelo apóstolo é extrema: “além das nossas forças”, “desesperamos até da própria vida”, “sentença de morte”.


A primeira lição que podemos tirar desse texto é que Deus usa dificuldades para nos ensinar a depender dele, e não de nós mesmos.


O Senhor permite situações que destroem sua autoconfiança para que você confie no Deus que ressuscita mortos.


Olhem o tamanho dessa provação! Paulo achou que iria morrer. “Chegou a minha hora”. Deus o levou a uma situação além da capacidade humana.


Às vezes Deus vai permitir que seus servos passem por situações extremas e desesperadoras.

Voltando ao verso 9:


“[isso aconteceu] para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus”

Onde ou em quem está sua confiança nas dificuldades? Responda com toda a sinceridade do seu coração aí dentro de você. Deus usa dificuldades para nos ensinar a depender dele, e não de nós mesmos.


Você deve depender de seu Pai Celeste, que ama você, que escreveu cada um dos seus dias, que providencia cada uma das situações da sua vida, as boas e as más, as bênçãos e provações, para que você aprenda a confiar e a depender dele e não de você mesmo.


A tua providência é grande e amável, Homens e animais recebem teu cuidar; Por toda a criação tu és o responsável, Mas os santos são teu interesse peculiar.

Isaac Watts, 1674-1748


>>> continua <<<

 
 
 

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