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A GENEROSIDADE CRISTÃ, parte 1 de 4

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Um dos motivos de Paulo escrever a segunda carta aos coríntios foi tratar da generosidade cristã. Mas antes de tocar no assunto da contribuição, ele precisava de sete capítulos para tratar outras questões importantes com os irmãos de Corinto.


Vivemos em uma época em que o sucesso costuma ser medido pelo que acumulamos. Quanto maior a conta bancária, maior a sensação de segurança. Contudo, quando lemos o capítulo 8 dessa bela carta, descobrimos que Deus mede a maturidade espiritual de outra forma. O evangelho não pergunta apenas quanto temos, mas o que fazemos com aquilo que recebemos.


Paulo escreve para encorajar os coríntios a participarem de uma coleta destinada aos cristãos pobres da Judeia, que enfrentavam perseguição, exclusão econômica, fome e grandes dificuldades. Mas o apóstolo não aborda o assunto como uma campanha financeira. Ele o transforma em uma lição sobre a graça de Deus.


O capítulo nos ensina que a verdadeira generosidade não nasce da prosperidade, mas da graça. Não depende da abundância de recursos, mas da transformação do coração.


1. A GENEROSIDADE NASCE DA GRAÇA DE DEUS (vv.1-4)


​1 Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia. 2 No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. 3 Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam e até além do que podiam. Por iniciativa própria 4 eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos. 

(2Co 8.1-4)


Paulo inicia texto chamando de graça o ato de contribuir: “A graça que Deus concedeu aos irmãos da Macedônia”.


As igrejas da Macedônia podem incluir Filipos, Tessalônica e Bereia. Elas enfrentavam profunda pobreza e grande aflição. Humanamente falando, seriam as últimas candidatas a ajudar alguém. No entanto, foram justamente elas que surpreenderam o apóstolo.


A matemática do evangelho é diferente da matemática do mundo. Paulo afirma que a abundância de alegria e a profunda pobreza deles produziram riqueza de generosidade.


Gordon MacDonald, pastor de 87 anos e autor de cerca de 20 livros, conta que participou de um culto numa igreja extremamente pobre da África Ocidental. Cada pessoa levava alguma coisa como oferta: galinhas, ovos, inhames, mandioca. Quando chegava o momento da oferta, os irmãos vinham com alegria, cânticos, palmas e gratidão. Aqueles que possuíam menos contribuíam com grande entusiasmo.


MacDonald afirmou que aquela experiência mudou sua compreensão sobre contribuição. Ele percebeu que ofertar não é apenas manter o orçamento da igreja. CONTRIBUIR É EXPRESSÃO DE FÉ. É uma evidência de fé madura. Deus é o maior doador de todos e chama seus filhos a refletirem seu caráter.


A graça transforma o coração. Os macedônios não deram porque tinham muito. Deram porque a graça de Deus já havia operado em seus corações.


A teologia que não conduz ​à doxologia é autoadoração.​

J. I Packer, 1926-2020


Quanto mais conhecemos a graça de Deus, mais desejamos glorificá-lo. E uma das maneiras mais concretas de fazer isso é usar aquilo que recebemos para abençoar outras pessoas. Os macedônios não ofertaram porque foram pressionados, mas porque seus corações já estavam cheios de gratidão. A verdadeira doutrina sempre produz verdadeira adoração, e a verdadeira adoração sempre transborda em amor e generosidade.


Não darei valor às orações, ainda que intensas e frequentes, de quem não dá esmolas de acordo com sua capacidade.

John Owen (1616–1683)


>>> continua <<<

 
 
 

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