SAL E LUZ
- Luiz Fernando Arêas

- 18 de jun.
- 3 min de leitura
Bom dia.
Leia Provérbios 4.18 e Mateus 5.13-16

Esse post foi escrito durante a pandemia de 2020.
Os cristãos deveriam ter um senso de cidadania mais apurado que os outros, pois são cidadãos do Reino.
Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo,
(Filipenses 1.27a)
Eles são chamados para fazer diferença, influenciando, transformando, falando de Deus e vivendo para Ele. No auge da pandemia pudemos ver jovens e adolescentes se dispondo a ajudar os idosos. E muitos nem eram cristãos.
Assim como o sal, os discípulos de Cristo podem parecer pequenos, insignificantes e sem influência diante de uma sociedade poderosa. No entanto, possuem a capacidade de impactar profundamente o mundo ao seu redor. O sal é simples, comum e de baixo valor comercial, mas suas propriedades são extraordinárias. Da mesma forma, os cidadãos do Reino de Deus podem não chamar a atenção pelos padrões do mundo, mas exercem uma influência transformadora onde vivem.
O sal tem a capacidade de preservar os alimentos, impedindo sua deterioração. De modo semelhante, os discípulos são chamados a conter a corrupção moral e espiritual da sociedade por meio de seu testemunho e de sua fidelidade a Deus. Além disso, o sal também dá sabor. Ele transforma aquilo que seria insosso em algo agradável. Assim, os seguidores de Cristo levam esperança, propósito e significado a vidas marcadas pelo vazio, pela desesperança e pela falta de direção. Onde o sal do Reino está presente, a vida ganha novo sabor.
Devemos ser luz dentro de casa, na intimidade do lar, e também na cidade, onde todos possam nos ver. Jesus não nos chamou para sermos agentes secretos do Reino, escondendo nossa fé ou vivendo um cristianismo invisível. Pelo contrário, Ele nos chamou para iluminar, orientar e refletir a sua luz diante das pessoas.
A luz não existe para ficar oculta, mas para brilhar. Da mesma forma, nossa fé deve ser percebida em nossas palavras, atitudes, decisões e relacionamentos. Quando vivemos de acordo com os valores do Reino, tornamo-nos testemunhas visíveis da graça de Deus.
O propósito dessa luz não é atrair atenção para nós mesmos, mas para Deus. Por isso, Jesus disse que os homens devem ver as nossas boas obras e glorificar ao Pai que está nos céus. A verdadeira luz cristã não promove a reputação do discípulo; ela revela a beleza, a bondade e a glória de Deus.
O filme O CLUBE DO IMPERADOR tem uma cena que pode ser vista no Youtube.
Na cena acima, o professor de História Antiga, William Hundert, pede para que um dos alunos leia uma placa que está no fundo da sala. O texto é sobre Shutruk Nahunte, um rei que teve algumas conquistas, mas nem ele nem elas não constam nos livros de História. O professor explica o porquê:
Grande ambição e conquista sem contribuição não têm significado.
Em seguida, pergunta aos alunos:
Qual será a contribuição de vocês? Como a História vai se lembrar de vocês?
Se quisermos honrar a Deus com nossas vidas, precisamos fazer bem mais e melhor do que Nahunte fez.
Como a História se lembrará de nós, cristãos, no mundo pós-pandemia?
A luz do discípulo não foi acesa para ser admirada, mas para apontar o caminho que conduz ao Pai.
Oração
Pai, quero fazer diferença onde o Senhor me colocou. Que as pessoas ao se aproximarem de mim percebam que tua presença na minha vida faz toda a diferença. Em nome de Jesus, amém.
A música PRA QUE SERVIMOS NÓS?, do Grupo Logos, faz uma reflexão oportuna sobre ser luz e sal.
Pensamento
E se não salgar? E se não brilhar? Pra que servimos nós? PAULO CEZAR – GRUPO LOGOS



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