A ESCOLA DA AFLIÇÃO, parte 2 de 3

Bom dia.
Leia 2Coríntios 1.8-11.

Damos continuidade ao assunto "A escola da aflição", tema bem presente na segunda carta de Paulo aos coríntios (veja a parte 1).
Vimos anteriormente que:
Deus usa dificuldades para nos ensinar a depender dele, e não de nós mesmos.
A segunda lição desse precioso texto é:
A Matemática da Fidelidade de Deus: Ontem, Hoje e Sempre
Esse tema é forte demais. É algo paradoxal: matemática = lógica, exatidão, previsibilidade. A fidelidade de Deus = certeza absoluta.
Mas… os caminhos dEle nem sempre fazem sentido para nós.
Paulo usa três tempos verbais para falar da libertação de Deus. Isso cria uma base de confiança inabalável. Vejamos o verso 10:
"Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos depositado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos...”
(2Co 1.10)
Se nos versos 8 e 9 Paulo chegou a estar desesperado da própria vida, aqui no verso 10 ele declara com todas as letras que Deus contina ativo, atuante e dominando cada situação do passado, do presente e do futuro.
Vejamos como isso impacta profundamente a vida da pessoa que crê nisso.
Eu tenho um querido amigo que teve Covid na época da pandemia. Ficou em coma por vários dias. Chegou o dia em que os médicos disseram à esposa: de hoje ele não passa. Ela saiu do hospital e foi buscar o terno dele para o enterro. Quando chegou, ele havia acordado.
E continua vivo, graças a Deus, meu querido amigo e abençoando o reino de Deus.
Há uma frase de Philip Hughes, 1895-1967 que escreveu um comentário da segunda carta de Paulo aos Coríntios:
“Na esteira dessa experiência angustiante, equivalente à morte, seguiu-se outra experiência equivalente à ressurreição.”
Hughes, de maneira competente, enfatiza fortemente o padrão morte-ressurreição como estrutura teológica da carta inteira.
Paulo passa por uma experiência de quase morte e Deus o livra. Açoites, linchamentos, naufrágios, podemos escolher.
E ele vai ecoar esse controle absoluto de Deus em várias passagens dessa carta, nas situações mais difíceis.
É Paulo assaltado por angústia de espírito? É Deus quem sempre o conduz em triunfo em Cristo (3:13).
Temos o tesouro da glória divina em vasos de barro? É para que se veja que a excelência do poder é de Deus, e não de nós (4:7).
O apóstolo é sempre entregue à morte por amor de Jesus? É para que também a vida de Jesus se manifeste em sua carne mortal (4:10).
O homem exterior se corrompe? Contudo, o interior se renova dia após dia (4:16).
O clímax é alcançado no capítulo doze, quando Paulo explica como, ao suportar um ‘espinho na carne’, aprendeu que a graça de Deus é suficiente e que Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza (12:7).
Esse foi um princípio ao qual até mesmo nosso Senhor se submeteu ao providenciar nossa salvação, pois Ele foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus (13:4).
"7 Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. 8 Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; 9 e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem"
(Hebreus 5.7–9)
Esse tema é um fio condutor da carta, que aponta para a unidade da epístola e que, em particular, liga o capítulo final ao inicial.
"Mas, como resultado, deixamos de confiar em nós mesmos e aprendemos a confiar somente em Deus, que ressuscita os mortos."
(2Co 1.9)
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