• Luiz Fernando Arêas

UM HOMEM COMUM

Bom dia.


Leia Isaías 53.1-2

1 Quem creu em nossa mensagem? A quem o SENHOR revelou seu braço forte? 2 Meu servo cresceu em sua presença, como tenro broto verde, como raiz em terra seca. Não havia nada de belo nem majestoso em sua aparência, nada que nos atraísse. (Isaías 53)

Esse capítulo de Isaías é um dos mais importantes da Escritura e nos leva à Paixão de Cristo. A palavra "paixão" vem do latim, da família de "pati", que significa "sofrer", "suportar" ("patíbulo" é o lugar da execução do condenado). Paixão, portanto, é o sofrimento, a dor, o padecimento.  Isaías fala do Messias, que sofreria pelos pecados de todas as pessoas. A profecia é surpreendente. Quem acreditaria que Deus escolheria salvar o mundo através de um servo humilde e sofredor, em vez de um rei glorioso? Paulo e João citam Isaías 53.1 (Romanos 10.16; João 12.38). Paulo diz que "Nem todos, porém, aceitam as boas-novas". João, por sua vez, comenta: "Apesar de todos os sinais que Jesus havia realizado, não creram nele". Isaías demonstra que Deus já sabia que haveria incredulidade e resistência quanto a crer em Cristo. Mas Deus geralmente trabalha de maneiras que não esperamos. A força do Messias não é demonstrada pela sua aparência física, mas pela humildade, sofrimento e misericórdia. "Não havia nada de belo nem majestoso em sua aparência, nada que nos atraísse." Vivemos uma geração guiada pelo visual. Se não tiver beleza exterior, não atrai. Os pintores do Renascimento e os filmes hollywoodianos nos dão uma impressão errada sobre a aparência de Cristo.

Um homem absolutamente comum. Mas mesmo que Jesus não atraísse muitos seguidores com base em sua aparência física, ele traria salvação e cura. Sua vida, suas atitudes, como seu doce olhar cheio de amor (Marcos 10.21) para um jovem rico que sairia triste da sua presença, falavam mais alto que qualquer "rostinho bonito".


Basta folhear as páginas dos evangelhos para encontrar Jesus dando atenção aos ignorados, visitando marginalizados, tocando naqueles em quem ninguém queria tocar. Sua beleza era mais que física, era transmitida na demonstração diária de seu amor, o que ele fez até o fim, inclusive na cruz, intercedendo por aqueles que o executavam:

Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. (Lucas 23.34)

Seus seguidores devem cultivar essa beleza. Muitas pessoas calculam mal a importância da vida e obra de Jesus e precisam de cristãos fiéis para apontar sua natureza extraordinária.

Jesus foi o maior gênio religioso que já viveu. Sua beleza é eterna e seu reinado não terá fim. Ele é, em todos os aspectos, único; ninguém nem coisa alguma pode comparar-se a ele.

Ernest Renan, 1823-1892


Quando a compreensão da beleza da vida, paixão e morte de Cristo penetram o espírito humano, dá-se a conversão. A vida é rendida, o pecado é confessado e perdoado, e a caminhada é reorientada para o viver por Cristo e em Cristo. O hino FOI NA CRUZ é da autoria de Isaac Watts (1674-1748), conhecido como "o pai do hino inglês", retrata esse processo:


Oh! Quão cego eu andei e perdido vaguei Longe, longe do meu Salvador! Mas do céu Ele desceu, e Seu sangue verteu Pra salvar um tão pobre pecador. Coro Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi Meu pecado castigado em Jesus; Foi ali, pela fé, que meus olhos abri, E agora me alegro em sua luz. Eu ouvia falar dessa graça sem par, Que do céu trouxe nosso Jesus; Mas eu surdo me fiz, converter-me não quis Ao Senhor que por mim morreu na cruz Coro Mas um dia senti meus pecados, e vi Sobre mim o castigo da lei Mas depressa fugi Em Jesus me escondi E abrigo seguro nele achei. Coro

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