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O QUE FARÁS COM O RESTO DA VIDA? 4 de 4

Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
Luiz Fernando Arêas
há 17 horas
3 min de leitura

Bom dia.




Vimos anteriormente nessa série de reflexões sobre os quinze anos a mais que Ezequias ganhou de Deus:


O QUE VOCÊ FARÁ COM O RESTO DA SUA VIDA? (parte 1)


O ORGULHO É UM SENTIMENTO QUE DEVEMOS EVITAR A TODO CUSTO (parte 2) 


AS PRIVAÇÕES E AS BÊNÇÃOS PODEM SER TESTES PELOS QUAIS PASSAMOS (parte 3)


A última lição dessa reflexão:


O CONTRÁRIO DO ORGULHO É A POBREZA DE ESPÍRITO


Qual é o contrário do orgulho? Talvez nossa primeira resposta seja: humildade. Jesus, porém, usa uma expressão ainda mais profunda ao abrir o Sermão do Monte:


Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

(Mt 5.3)


A vida no Reino começa quando reconhecemos nossa necessidade. Ser pobre de espírito não significa ter baixa autoestima, desprezar a si mesmo ou negar os dons que Deus nos deu. Também não significa dizer que somos incapazes de fazer qualquer coisa.


Pobreza de espírito é reconhecer que, diante de Deus, não somos autossuficientes. Precisamos dele. Essa é justamente a atitude oposta ao orgulho.


O orgulho olha para si mesmo e diz: “Eu consigo sozinho.” A pobreza de espírito olha para Deus e diz: “Senhor, eu preciso de ti.”


Davi expressou isso de maneira bela no Salmo 40:


“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador.”

(Sl 40. 17)


Observe que Davi não diz apenas: “Sou pobre e necessitado”. Ele acrescenta: “Porém o Senhor cuida de mim.” Essa é a segurança da pobreza de espírito.


A suficiência dos meus méritos está em saber que meus méritos não são suficientes.

Agostinho, 354-430


Nossa esperança não está em sermos suficientes. Nossa esperança está em termos um Deus suficiente.


A história de Ezequias nos ajuda a perceber isso. Quando recebeu a notícia de que morreria, ele chorou, orou e buscou a Deus. Naquele momento, sabia que precisava do Senhor.


Mas depois da cura, do sucesso e da prosperidade, seu coração se exaltou. Esse movimento pode acontecer também conosco.  Ezequias pecou gravemente pelo orgulho, sofreu repreensão, mas, embora não saibamos os detalhes, também se humilhou:


Mas Ezequias tornou-se orgulhoso, e não correspondeu à bondade com que foi tratado; por isso a ira do Senhor veio sobre ele, sobre Judá e sobre Jerusalém. 26 Então Ezequias humilhou-se, reconhecendo o seu orgulho, como também o povo de Jerusalém; por isso a ira do Senhor não veio sobre eles durante o reinado de Ezequias.

(2Cr 32.25,26)


Uma criança pequena sabe que depende dos pais porque ainda não consegue fazer muitas coisas sozinha. À medida que ela cresce, ganha autonomia. Na vida espiritual, porém, a maturidade funciona de maneira diferente. Quanto mais conhecemos a Deus, mais percebemos nossa dependência.


Precisamos de sua sabedoria para escolher.

De sua força para perseverar.

De seu perdão quando pecamos.

De sua graça para servir.

De seu Espírito para produzir fruto.

De sua Palavra para orientar nossos passos.


Pobreza de espírito é acordar e saber: “Eu não quero viver este dia sem Deus.”; é entrar numa reunião importante e pensar: “Senhor, dá-me sabedoria.”; é receber um elogio e dizer:

“Obrigado, Senhor, por tua graça.”; é enfrentar uma dificuldade e lembrar: “Não estou sozinho.”; é alcançar algo importante e ainda assim confessar: “Tudo vem de ti.”


Há uma enorme segurança em saber que não precisamos sustentar a vida apenas com nossas próprias forças. O Senhor cuida de nós.


Talvez você esteja cansado justamente porque tem tentado carregar tudo sozinho.


A pobreza de espírito nos permite dizer: “Senhor, não consigo controlar todas as coisas. Mas confio naquele que pode.” Essa confissão não nos enfraquece. Ela nos coloca no lugar certo.


Ter ciência da dependência de Deus é a própria essência da fé. Por isso, talvez uma das orações mais simples e profundas que podemos fazer seja: “Senhor, eu preciso de ti.”


Precisamos dele na tristeza, mas também na alegria. No fracasso, mas também no sucesso.

Quando as portas estão fechadas e, especialmente, quando estão abertas. Quando nos sentimos fracos. E talvez ainda mais quando nos sentimos fortes.


Para refletir: Em qual área da minha vida tenho vivido como se não precisasse tanto de Deus?


Oração: Senhor, sou pobre e necessitado, mas tu cuidas de mim. Livra-me da ilusão da autossuficiência. Ensina-me a depender de ti em cada área da vida. Que meu coração permaneça humilde, agradecido e consciente de que toda a minha esperança está em ti. Amém.



 
 
 

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