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AÇÕES DE GRAÇAS A DEUS, NOSSA FORÇA parte 1 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Bom dia.


Leia: Salmo 81



Esse salmo tem uma particularidade especial. Obviamente, ele não fica no centro do Saltério, que possui 150 salmos.


Mas lembre-se de que o Livro dos Salmos é dividido em cinco livros. No centro está o Livro III, que vai do Salmo 73 ao 89. E, no meio do Livro III, está o Salmo 81. No centro do Salmo 81, lemos, na segunda parte do verso 8:


“Se tão somente você me escutasse, ó Israel!”

(Sl 81.8)


Olhando para o salmo como um todo, é possível notar duas divisões principais. A primeira vai do verso 1 ao verso 5. É uma convocação para celebrar a Deus, pois o contexto deste salmo certamente é a Festa dos Tabernáculos — também chamada Festa das Cabanas ou Sucote.


Mais adiante, no verso 5, o salmo diz que Deus estabeleceu essa celebração quando feriu o Egito e libertou o seu povo da escravidão. Ele tomou a iniciativa de salvar o seu povo e de se relacionar com ele.


“Ali ouvimos uma língua que não conhecíamos.”

(Sl 81.5b)


E Deus falou com o seu povo.


Nos salmos, normalmente o salmista fala com Deus. Mas, neste salmo, veja o que acontece do verso 6 até o final: é Deus falando com o seu povo! Isso também acontece no Salmo 50, outro salmo de Asafe.


Quando a trombeta tocava, era para chamar a atenção do povo para algo importante: um anúncio ou um perigo. A trombeta tocou! Deus vai falar! Prestemos bem atenção ao que Deus tem a dizer ao seu povo, que se reúne para adorá-lo e celebrar ao Deus que é a sua força.


Portanto, temos, na primeira parte, a convocação para celebrar a Deus com alegria. E, na segunda parte, a partir do verso 6, Deus fala com o seu povo — e conosco também.


Vamos tirar algumas lições práticas para as nossas vidas a partir deste salmo. A primeira lição está neste post. As próximas virão nos seguintes.


Primeira lição:


Se Deus é a sua força, você deve celebrá-lo com alegria!


“Cantem de alegria a Deus, nossa força”

(Sl 81.1)


convoca o salmista.


Toquem para ele com instrumentos, com harmonia e com alegria no coração, pois ele é a nossa força! Foi ele quem decretou que assim fosse. Venham à presença do Senhor. Separem tempo para estar diante dele, porque ele é a nossa força!


Algumas comunidades reservam um dia por ano para realizar um culto especial de Ação de Graças. Esse salmo é apropriado para essa ocasião. Devemos celebrar e agradecer ao Deus que é a nossa força — também nosso refúgio, fortaleza e poder, a mesma palavra usada no Salmo 46.


Logo de início, o salmista nos leva a refletir se Deus é, de fato, a nossa força. Todo o restante do salmo depende dessa afirmação.


Repito sempre uma frase de Eugene Peterson, 1932-2018:

“Quando lemos a Bíblia, ela também nos lê.”

E aqui o texto já nos faz uma pergunta nas entrelinhas:


Deus tem sido a sua força?


É da força dele que você depende pela manhã para enfrentar os desafios do dia?

Porque corremos o risco de sermos incoerentes, falsos ou hipócritas: prestamos culto ao Senhor, louvamos, entregamos nossos dízimos e ofertas no domingo, mas vivemos a semana inteira confiando apenas em nossos próprios recursos, na nossa própria sabedoria e na nossa própria força.


Na segunda-feira, quando estivermos frente a frente com o trabalho — seja ele qual for — de onde virá a força para encarar os desafios da semana?


Se a nossa oração é como a do Salmo 86, em que o salmista clama:

“Volta-te para mim! Tem misericórdia de mim! Concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.”

(Sl 86.16)


Então clame ao Senhor, toque instrumentos, bata palmas! Celebre ao Rochedo da nossa salvação, porque ele é digno da adoração do seu povo! Ele é a nossa força! Aleluia!


Mas, se ele não é a sua força, se a sua força não vem dele, então é preciso ouvir com atenção as exortações que o próprio Deus fará a seguir.


>>> continua...


 
 
 

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