top of page

A HUMILHAÇÃO DE CRISTO - parte 3 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Conclusão da série em três parte sobre "A humilhação de Cristo", baseada em Filipenses 2.1-11 (parte 1, parte 2).


O pastor Bryan Chapell estava pregando sobre esse texto. Ele queria que a congregação compreendesse as ricas implicações da humanidade de Cristo sem cair na antiga armadilha de diminuir a sua divindade. Dedicou-se longa e cuidadosamente ao entendimento correto do verso 7,


"...mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens."

(Filipenses 2.7)


onde o antigo hino registra que Jesus “se fez nada”. Ele até ficou um pouco entusiasmado com o texto do idioma original. Bateu com o punho no púlpito para enfatizar a compreensão adequada do termo grego kenosis. Mas a congregação parecia compartilhar pouco do meu entusiasmo.


Ele foi para casa questionando se, apesar do entusiasmo dele, alguém sabia de algo mais do que quando entrou na igreja naquele domingo.


Algumas semanas depois do sermão sobre kenosis, a igreja dele organizou uma conferência missionária. Um casal de missionários que trabalhavam no interior do Sudão foram os palestrantes.


Para horror do pastor, na manhã do primeiro domingo da conferência, o missionário anunciou que pregaria sobre a mesma passagem de Filipenses que ele havia exposto recentemente. O pastor ficou preocupado que a congregação ficasse frustrada com esta redundância, já que ele tinha acabado de explicar o texto de forma tão completa. Seus temores inicialmente pareceram confirmados.


O missionário começou sua mensagem enfatizando a contínua divindade de Cristo, assim como o pastor fizera. Ele restringiu sua exposição ao versículo 7, da mesma forma que o pastor. Então, porém, sua pregação tomou um rumo diferente. Em vez de se concentrar na tradução grega, o missionário experiente explicou o texto desta forma:


"Onde Carolyn e eu ministramos na África, o homem mais forte da tribo é o chefe. Você pode pensar que isso ocorre porque o chefe deve usar um cocar muito grande e pesadas vestes cerimoniais, mas há outras razões, como você verá em breve.


A água é muito escassa onde estas pessoas vivem, por isso têm de cavar poços profundos. Estes não são poços como os conhecemos – com paredes de tijolos, uma roldana e um balde na ponta de uma corda. O povo africano cava um poço estreito de até 30 metros de profundidade. Embora o poço seja profundo, a água subterrânea daquela terra seca penetra nele muito lentamente e nenhuma gota pode ser desperdiçada. Se a água fosse muito fácil de alcançar, as pessoas poderiam usá-la sem moderação, ou um inimigo poderia roubar o abastecimento do dia seguinte à noite. Então, os membros da tribo fizeram fendas alternadas na parede do poço até a água. Ao alternar o peso de uma perna para a outra, um homem pode usar essas fendas como degraus para descer pelo poço até a água. Somente os homens maiores e mais fortes podem fazer a árdua descida do poço e subir novamente com um odre cheio de água para toda a tribo.


Um dia, um homem que carregava água do poço caiu e quebrou a perna. Ele estava deitado no fundo do poço. Ninguém se atreveu a ajudar porque ninguém tinha forças para subir carregando outro homem. O chefe foi convocado. Quando viu a situação do homem ferido, ele tirou o enorme cocar e o manto cerimonial. Então desceu para dentro do poço, carregou sobre si o peso do homem ferido e levou-o para um local seguro. O chefe fez o que ninguém mais poderia fazer.


Isto é exatamente o que Jesus fez por nós. Ele desceu para nos resgatar, assumindo sobre si o peso do nosso pecado. Ele deixou de lado suas honras celestiais, assim como o chefe deixou de lado seu cocar e manto, para nos salvar. Mas deixe-me fazer uma pergunta, amigos. Quando aquele chefe tirou o cocar e o manto, ele deixou de ser o chefe? Não, claro que não. Da mesma forma, quando Jesus “se fez nada” e deixou de lado a sua glória celestial, ele nunca deixou de ser Deus."


Pela reação da congregação, o pastor percebeu que aquela ilustração havia sido perfeita. A igreja havia entendido o "esvaziar-se" de Cristo.


A cruz foi uma humilhação suprema. A encarnação também.


O Filho divino tornou-se um judeu; O Todo-Poderoso apareceu na terra como um bebê indefeso, incapaz de fazer nada mais do que ficar deitado, olhar, mexer o corpo e produzir sons, necessitando ser alimentado, trocado e ensinado a falar como qualquer outra criança... Quanto mais você pensa nisso, mais admirável isso se torna.

J. I. Packer, 1926-2020


Oração

Senhor, ajude-nos a termos o mesmo sentimento que teve Jesus Cristo, que tanto nos amou e não se importou em se humilhar por nós. Que isso se reflita na unidade da igreja e nas nossas vidas. Amém.

 
 
 

Formulário de Assinatura

©2019 por COMEÇAR BEM O DIA. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page