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A GENEROSIDADE CRISTÃ, parte 3 de 4

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Essa é a terceira parte da reflexão sobre a Generosidade Cristã (veja aqui parte 1 e parte 2).


Recapitulando, já vimos duas lições deste texto:


1 - A GENEROSIDADE NASCE DA GRAÇA DE DEUS


e

2 - PRIMEIRO DERAM A SI MESMOS AO SENHOR


A terceira lição sobre a Generosidade Cristã é:


3. CRISTO É A MOTIVAÇÃO SUPREMA DA GENEROSIDADE


Vejamos os versos 8 e 9:


8 Não estou dando uma ordem, mas quero verificar a sinceridade do amor de vocês, comparando-o com a dedicação dos outros. 9 Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.

(2Co 8.8,9)


Chegamos ao coração do texto. Paulo não usa culpa, pressão. nem manipulação emocional. Ele aponta para Jesus. Ele usa o evangelho para nos fazer entender a importância de contribuir. Tim Keller dizia que o evangelho não é o ABC da vida cristã, mas o A a Z da vida cristã. Nós não precisamos do evangelho apenas para nos converter, mas para viver toda a vida cristã.


A vida cristã é vivida à sombra da cruz, pela graça de Deus que vai nos transformando gradativamente à semelhança de Cristo.


Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês”.


Cristo possuía toda a glória celestial. Contudo, abriu mão de seus privilégios, assumiu nossa humanidade e foi até a cruz. A cruz é o maior ato de generosidade da história.


Imagine um rei que abandona seu palácio para assumir a dívida de um mendigo condenado. Depois de pagar a dívida, ele ainda entrega sua herança ao mendigo. Essa história impressionaria qualquer pessoa. Mas ela ainda é pequena diante do que Cristo fez.


Jesus não nos deu apenas alguma coisa. Ele deu a si mesmo.


Por isso a contribuição cristã não nasce da obrigação. Ela nasce da gratidão. Quando contemplamos a cruz, percebemos que tudo o que temos pertence Àquele que deu tudo por nós.


A quarta lição:


4. NÃO BASTA COMEÇAR BEM; É PRECISO TERMINAR


10 Este é meu conselho: convém que vocês contribuam, já que desde o ano passado vocês foram os primeiros, não somente a contribuir, mas também a propor esse plano. 11 Agora, completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem.

(2Co 8.10,11)


Os coríntios haviam começado a coleta um ano antes. Tinham boas intenções. Tinham entusiasmo. Tinham feito promessas. Mas ainda não haviam concluído o projeto. Paulo os encoraja a transformar intenção em ação.


Esse princípio vai muito além da oferta financeira. Quantas vezes começamos bem e paramos no meio do caminho? Assumimos um compromisso de oração, iniciamos a leitura da Bíblia, aceitamos um ministério, prometemos visitar alguém ou ajudar uma família necessitada. Começamos com entusiasmo, mas a rotina, o cansaço ou as distrações acabam esfriando nossa disposição. Paulo nos lembra que a maturidade cristã não é medida apenas pelo entusiasmo do início, mas pela fidelidade até o fim.


Uma construção pode possuir alicerces sólidos e paredes erguidas. Mas, se for abandonada, jamais cumprirá sua finalidade. O mesmo acontece na vida espiritual.


Jesus ensinou algo semelhante ao afirmar que ninguém começa a construir uma torre sem antes calcular o custo (Lc 14.28-30). Uma obra inacabada torna-se motivo de vergonha. Da mesma forma, Deus deseja que nossa disposição inicial seja acompanhada de perseverança. A fidelidade é demonstrada não apenas nas grandes decisões, mas também na constância das pequenas atitudes.


Deus aprecia a boa vontade, mas também valoriza a perseverança. A graça que desperta o desejo de servir é a mesma graça que nos sustenta até a conclusão da tarefa. Não basta começar movidos pela emoção; precisamos permanecer firmes, confiando diariamente na força que o Senhor concede.


A raiz de toda constância está na consagração a Deus.

Alexander MacLaren, 1826-1910


Hoje talvez Deus esteja chamando você a concluir algo que ficou pelo caminho. Uma promessa, um ministério, uma reconciliação, um compromisso de oração ou um gesto de generosidade. Não permita que boas intenções permaneçam apenas como intenções. A graça de Deus nos capacita não apenas a começar bem, mas também a terminar para a glória dEle.


>>> continua <<<



 
 
 

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