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EM BUSCA DE SENTIDO, 3 de 3

Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
Luiz Fernando Arêas
há 7 horas
4 min de leitura

Bom dia.




O SENTIDO QUE DÁ SENTIDO À VIDA



Concluímos hoje nossa reflexão sobre Eclesiastes 3.1-11 e a busca humana por um sentido para a existência.


Vimos que todos precisamos de um sentido para viver e que uma agenda cheia não significa necessariamente uma vida com propósito.


O Pregador nos apresenta agora outra realidade perturbadora:


Uma vida sem significado acabará no esquecimento.


O versículo 11 diz:


“Ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade, e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles”.

(Ec 1.11)


Há um filme chamado O Clube do Imperador que contém uma cena muito interessante.

O cenário é uma sala de aula. O professor de História Antiga, William Hundert, pede que um dos alunos leia uma placa no fundo da sala.


O texto fala sobre Shutruk-Nahhunte, 1184 a 1155 a.C., um rei que realizou conquistas militares, mas cujo nome e feitos não ocupam um lugar de destaque na memória das pessoas.


O professor então apresenta aos alunos uma lição: Grande ambição e conquista sem contribuição não têm significado.


Em seguida, pergunta: “Qual será a contribuição de vocês?” “Como a História vai se lembrar de vocês?” São perguntas importantes.


Muitos passam a vida tentando conquistar reconhecimento. Desejam deixar seu nome registrado, realizar grandes obras, acumular riquezas, conquistar poder. Mas o Pregador nos lembra de que a memória humana é limitada.


As gerações passam. Nomes são esquecidos. Conquistas que pareciam extraordinárias tornam-se apenas registros do passado. Se nossa esperança estiver apenas no reconhecimento humano, mais cedo ou mais tarde enfrentaremos a frustração.


É impossível encontrar valor permanente nas realizações humanas quando consideradas apenas da perspectiva da vida debaixo do sol. Mas Eclesiastes não termina no capítulo 1.


Lembra-se da advertência que fizemos no início desta série? Esse é um livro que precisa ser lido até o fim para ser compreendido. O Pregador começa com o sabor azedo da existência humana, mas termina com uma maravilhosa conclusão.


Finalmente encontramos o sentido que dá sentido à vida.


Depois de observar cuidadosamente a existência, buscar os prazeres mundanos, avaliar a sabedoria e analisar o sentido da vida, ele conclui:


“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” 

(Ec 12.13–14)


Eis a conclusão que dá sentido a toda a argumentação do Pregador.


O propósito final da vida é buscar a Deus, reverenciá-lo e agradá-lo por meio da obediência e da adoração.


Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.

(Ec 3.11)


Aqui temos a revelação de que o anseio no coração do ser humano pela eternidade só pode ser saciado por Aquele que é eterno. Só o Senhor pode dar sentido à nossa vida.


O mundo “debaixo do sol” não oferece sentido duradouro quando vivido sem Deus. A busca de alegria, valor e verdade exclusivamente no sucesso, na riqueza, no poder e no prazer termina frustrada porque todas essas coisas são passageiras.


Mas a vida não precisa terminar em frustração.


O Pregador ainda não possuía a revelação plena que encontramos no Novo Testamento sobre Jesus Cristo e sua ressurreição.


O apóstolo Paulo escreveu:


“E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados.” 

(1Co 15.17)


E Paulo ainda acrescentou que, se os mortos não ressuscitam, poderíamos dizer: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.


Sem Cristo e a ressurreição, nossas buscas terminariam diante da inevitabilidade da morte.


Mas, porque Jesus ressuscitou dos mortos, nosso trabalho, sofrimento, alegrias e a própria vida estão cheios de significado e propósito.


A ressurreição de Cristo transforma nossa perspectiva sobre a existência. Ela nos assegura que a morte não tem a última palavra e que nossa vida pode produzir frutos que ultrapassam os limites desta existência.


O fim da busca pela verdade e pelo significado é Jesus Cristo.


Buscar prazeres mundanos, riqueza ou poder não nos levará à salvação. Somente em Cristo, por meio de sua morte e ressurreição, encontramos reconciliação com Deus e verdadeiro significado.


Jesus disse:


“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” 

(Jo 17.3)


A vida sem Jesus Cristo é, de fato, vaidade e correr atrás do vento. Mas, quando desenvolvemos um relacionamento pessoal com o Senhor e nos dedicamos fielmente a ele, experimentamos a maravilhosa promessa do Salmo 16:


“Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”. 

(Sl 16.11)


O sentido que dá sentido à vida é conhecer, amar e servir ao Deus que nos criou e nos redimiu em Jesus Cristo.


Para refletir: Estou construindo minha vida sobre conquistas passageiras ou sobre aquilo que permanecerá eternamente?

 
 
 

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