• Luiz Fernando Arêas

A CURA DA ANSIEDADE - parte 1

Bom dia.


Nesses tempos difíceis de pandemia, reclusão, exílio forçado, sonhos aparentemente congelados e vida cada vez mais competitiva, creio ser oportuna a reapresentação dessa série de reflexões sobre a cura da ansiedade.


Leia Filipenses 4.6-8.


Esse é o início de uma série de reflexões sobre Mateus 6.19-34, cujo tema é a ANSIEDADE.

Quem já não a experimentou? Interessante a definição do Aurélio de ansiedade: “Sensação de receio e de apreensão, sem causa evidente, e a que se agregam fenômenos somáticos como taquicardia, sudorese etc.".


Anos atrás, recém-casado, eu perdia o emprego. Foi um tempo difícil, de sacrifícios. Senti o peso esmagador da ansiedade sobre mim. Tinha uma esposa para sustentar. Eu não a havia tirado da casa de seus pais para que passasse privações. Queria dar o melhor a ela.


Então, a indesejável companheira se aproximou e, lamentavelmente, a acolhi. Ao acordar ela já estava lá, na minha cabeça. Sem cerimônia, ela me acompanhava o dia todo. ao me sentar para um café, pendurada ao meu lado no ônibus, na hora de dormir. A sensação era de uma mão levemente postada em volta do meu pescoço, deixando-me alerta o tempo todo, com medo de que essa mão me apertasse.

"Ansiedade é como uma cadeira de balanço, mantém você ocupado, mas não o leva a lugar nenhum."

Na ocasião, eu começava a servir numa igreja local e o pastor me pediu para ajudá-lo na escola dominical. O tema do estudo era o Sermão do Monte, os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus. Você consegue adivinhar qual parte desse texto coube a mim ensinar? A parte em que Jesus fala sobre a ansiedade...


"Sério, Senhor?", pensei com meus botões. "Seria uma ironia divina? Milhares de textos na Bíblia para ensinar, e justamente esse, nessa ocasião específica da minha vida? Senhor, não quero ser um hipócrita, ensinando algo aos outros que não experimento ou não acredito, porque a ansiedade que sinto é real. Suplico que a tires de mim. Suplico que me faças entender esse texto e viver as verdades que teu Filho ensina por meio dele".


Estudei o assunto e montei uma apostila, usando como base dois excelentes livros, que enriquecerão nossa jornada: "A mensagem do Sermão do Monte", de John Stott e, outro, dado pelo pastor que me convidou a dar as aulas, "Kingdom Life in a Fallen World: Living Out the Sermon on the Mount" (A vida do Reino em um mundo caído: vivendo o Sermão do Monte), de Sinclair Ferguson.


Aos poucos e com muito amor e cuidado, a graça de Deus foi trabalhando em mim, até que "a ficha caiu". Entendi o que me deixava ansioso e como poderia ficar livre disso. Veremos isso nos próximos posts.


O apóstolo Paulo também abordou a questão da ansiedade quando escreveu aos filipenses. Esse é um dos meus textos prediletos da Bíblia:

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. (Filipenses 4.6,7)

Esse texto de ouro começa com a ansiedade e termina com a promessa da paz de Deus, que não pode ser comprada, forjada ou fingida. No meio do caminho, há um coração sincero e quebrantado derramado na presença de Deus, com oração, súplicas e gratidão.


É bom deixar claro que não estou imune à ansiedade. Mas, pela graça de Deus, tento trazer à memória esses textos e praticá-los, quando essa indesejável companheira se insinua.


Que essa série seja instrumento nas mãos do carinhoso Pai para abençoar sua vida, fortalecer sua espiritualidade e afastar a ansiedade de você.


"Se eu pudesse ouvir Cristo intercedendo por mim no quarto ao lado, não temeria um milhão de inimigos. No entanto, a distância não faz diferença: ele está intercedendo por mim."

Robert Murray M'Cheyne, 1813-1843




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