AÇÕES DE GRAÇAS A DEUS, NOSSA FORÇA parte 3 de 3
- Luiz Fernando Arêas
- há 3 dias
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Bom dia.
Leia: Salmo 81

Se Deus é a sua força, você deve celebrá-lo com alegria!
e
A adoração deve ser acompanhada da obediência.
A terceira lição é:
Deus irá nos disciplinar e nos provar, para que possamos aprender a obedecê-lo.
No verso 7 Deus recorda ao seu povo a escola do deserto: “eu os pus à prova nas águas de Meribá”. No verso 12 ele diz: Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. 12 Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos.
Em Meribá, o povo reclamou da falta de água, e Moisés foi instruído por Deus a falar à rocha. No entanto, irritado com a rebeldia do povo, Moisés golpeou a rocha duas vezes. Por causa dessa desobediência, foi punido e impedido de entrar na Terra Prometida.
Meribá destaca a contenda do povo com Deus e as consequências da incredulidade e da desobediência.
Sobre este salmo, Charles Spurgeon, 1834-1892, escreve que a história de Israel é a nossa própria história — apenas em outro formato. Deus nos prova para nos aperfeiçoar.
Deus enviou nações pagãs como o chicote da disciplina sobre Israel para educar o seu povo. A disciplina é uma providência amarga. Quem não escuta a voz da graça acabará ouvindo o estalido do chicote.
Há dois grandes perigos para a nossa espiritualidade: a idolatria e o nosso coração enganoso.
O verso 9 nos adverte sobre o perigo da idolatria. Precisamos sondar constantemente nossa vida e nosso coração para verificar se não há algum deus estranho sendo cultuado ali.
Deus é realmente a minha força? Ou estou tirando minhas forças de algum “deusinho” escondido dentro do meu coração?
Se a minha força é o meu emprego, há um deus estranho ali.
Se é o meu dinheiro, esse deus se chama Mamom.
Se a minha força está na minha família, na minha carreira, na minha popularidade, nos meus likes e visualizações, nos meus cursos, nos meus talentos ou no meu conhecimento, então há um deus estranho no meu coração. E ele precisa ser removido hoje, agora mesmo, para que, no altar do meu coração, somente o Deus Todo-Poderoso — o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo — seja entronizado, adorado e temido.
O verso 12 fala do coração obstinado. Palavra fortíssima!
12 Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos.
(Sl 81.12)
A palavra hebraica transmite a ideia de alguém teimoso, inflexível, endurecido. Ela aparece frequentemente ligada ao coração para descrever o Israel rebelde e desobediente — pessoas que insistiam em seguir seus próprios caminhos e se recusavam a ouvir a Palavra de Deus.
Essa expressão "coração obstinado" é frequente nas profecias de Jeremias, que pregava continuamente, mas via um povo que não queria se arrepender.
Uma das piores coisas que podem acontecer a um pecador é Deus entregá-lo aos desejos do próprio coração.
E, quando o povo se desvia, isso entristece profundamente o coração do Pai.
Há um duplo lamento de Deus neste salmo. Veja os versos 8 e 13:
8 Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão somente você me escutasse, ó Israel! 13 Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos.
Semelhantemente, Jesus olha para Jerusalém, lamenta e chora:
Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram.
(Mateus 23.37)
Deus se entristece como um pai abandonado pelos filhos que tanto ama.
E o lamento continua nos versos 14 a 16:
14 com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários! 15 Os que odeiam o Senhor se renderiam diante dele e receberiam um castigo perpétuo. 16 Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria”.
Sl (81.14b-16)
É uma promessa de provisão sobrenatural.
Veja as consequências da desobediência: perder todas essas bênçãos e entristecer o coração amoroso do Pai.
Nossa desobediência custou caro para Deus. Lembremos das palavras de Jesus à orgulhosa igreja de Laodiceia:
“Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se."
(Apocalipse 3.19)
Aprendamos com o Senhor Jesus, que obedeceu ao Pai em todas as coisas e alegrou perfeitamente o coração dele.
Sobre esse salmo, o teólogo Christopher Ash comenta:
O salmista profético fala pelo Espírito de Jesus Cristo. Nós, o povo reunido de Cristo, neste salmo ouvimos a voz de Cristo, nosso grande Profeta. Ele é o homem que supremamente ouviu o Pai com um ouvido sempre aberto, que ouviu e obedeceu amorosamente.
É ele quem fala para nos repreender por não ouvirmos e também para nos convidar novamente a ouvir, arrepender-nos, crer e obedecer.
Quando nos unimos a este salmo, implicitamente nos comprometemos a ouvir e atender à Palavra de Deus.
Para refletir
Deus é realmente a sua força?
Ou existe algum deus estranho que precisa ser expulso do seu coração?
Celebremos e obedeçamos de todo o coração ao Deus que é nossa força e nossa alegria.