• Luiz Fernando Arêas

AS DUAS CIDADES

Bom dia.


Leia Apocalipse 18.1-3


O livro do Apocalipse traça um contraste impressionante entre duas cidades: a "Babilônia" e "Nova Jerusalém".


João dedica pelo menos dois capítulos à Babilônia e a apresenta como "a grande cidade que reina sobre os reis da terra, a mãe das prostitutas e das práticas repugnantes da terra, que fez todas as nações beberem do vinho da fúria da sua prostituição". Uma descrição terrível.


A história da humanidade começa com uma noiva pura no jardim do Éden, mas, no fim da Bíblia, a civilização encontra-se degenerada de tal forma que é retratada como uma prostituta no deserto. É isso que o pecado faz com o ser humano.


A Babilônia tem várias faces e ao longo da história vem se manifestando de diferentes formas, como centro da oposição a Deus e a seu povo. Para os leitores da época de João, a identificação da prostituta com o império romano é imediata. Pedro, faz menção dela, provavelmente, referindo-se à Roma (1Pedro 5.13). É possível que os leitores da Idade Média tenham identificado Babilônia com o sistema eclesiástico romano.


Alguns cristãos de hoje veem-na numa igreja apóstata e mundana, que menospreza a verdade doutrinária e rejeita a Palavra de Deus. Há ainda os que a relacionam com todo o sistema político e religioso do mundo em geral. Finalmente, alguns entendem que a própria cidade da Babilônia será reedificada.

Em seu clássico Confissões, Agostinho a usa como figura da vida mundana antes de se tornar um cristão:

“Eis com que companheiros andava eu pelas graças de Babilônia, revolvendo-me na lama...”.

Seja como for, o espírito da Babilônia está aí.


Ela se revela como sistema opressor ao povo de Deus em países como Coréia do Norte, Irã e Afeganistão, onde ser cristão pode custar a própria vida. Ela mostra sua cara nas injustiças sociais. Para citar apenas uma, enquanto a propina corrupta passeia pelos gabinetes do poder brasileiro afora, menos da metade dos domicílios tem acesso à água tratada.


Vejo a ação dela toda a semana em rostos exauridos, vitimados pelas agendas tiranas do “capetalismo” selvagem, produzindo os “sem agenda” para Deus, porque nunca têm tempo para buscar EM PRIMEIRO LUGAR o Reino de Deus e sua justiça (Mateus 6.33).

São vítimas de empresas sugadoras de “corpos e almas dos seres humanos” (Apocalipse 18.13), pagos para trabalhar oito horas por dia, mas constrangidos a empreender dez, doze ou mais horas de trabalho diário, seis a sete dias por semana, sob pena de serem demitidos por falta de dedicação.


Graças a Deus, essa prostituta será julgada e totalmente destruída. Os céus celebram sua queda no capítulo dezenove.

A outra cidade, a “Nova Jerusalém”, é apresentada como noiva do Cordeiro, Sua Igreja. Enquanto Babilônia é retratada embriagada em sua imundície, a Bíblia se refere à noiva como adornada para seu marido, igreja gloriosa, sem mancha, ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável (Efésios. 5.27). O noivo a purificou e a guarda até o casamento.


Enquanto esse glorioso dia não chega, cabe aos cristãos identificarem as faces da Babilônia e lutarem contra ela, não se conformando com esse mundo; anunciando aos oprimidos que o Cordeiro é vencedor e Babilônia está com os dias contados; buscando brechas nas agendas para servir a Deus e expandir Seu reino; e jamais tirar os olhos do trono, aguardando a vinda do Cordeiro, porque Ele virá. Aleluia!


Vem, Senhor Jesus!

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