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A PROVA DAS ÁGUAS AMARGAS - parte 3 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Bom dia.




Hoje concluímos uma reflexão em três partes sobre "A prova das águas amargas"  (parte 1, parte 2).


E vimos anteriormente a segunda lição da passagem:


Quando nos esquecemos ​de quem Deus é o que ​Ele já fez, nossa tendência é murmurar nas provações.​


A terceira lição é: não desperdice as provações – aprenda, cresça e amadureça com elas.


O poeta Archibald MacLeish disse:


“Só existe algo mais doloroso do que aprender com a experiência: não aprender com ela”.

Imagine passar pela provação e nada aprender com ela! Se você não melhorou com ela, na verdade você piorou! Aprendamos também com as experiências destes que foram provados na Bíblia.


Tiago inicia sua carta dizendo: “Considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações”. Deus não tem prazer no nosso sofrimento. Deus tem prazer no nosso crescimento, no nosso amadurecimento espiritual.


Deus nos testa para que conheçamos o que está no nosso coração. Ele sabe o que lá está, mas nós, às vezes, não sabemos. As provas manifestam o verdadeiro estado do nosso coração.


Tiago prossegue dizendo:


3 pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. 4 E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma. 5 Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.

(Tg 1.3-5)


O Senhor quer fazer de nós pessoas mais perseverantes, com a fé fortalecida. Ele quer produzir filhas e filhos maduros e íntegros, cada vez mais parecidos com Jesus. Que nossas provações nos ensinem a depender cada vez mais do Senhor. 


O Catecismo de Heidelberg (1563) traz em uma das suas perguntas, um ensino precioso sobre a quarta petição da Oração do Pai Nosso: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Essa petição quer dizer:


"Pai, cuida de nós com tudo o que for necessário ao nosso corpo, para que reconheçamos que Tu és a única fonte de todo o bem e que, sem tua bênção, nem nosso cuidado e trabalho, nem teus dons nos são úteis. Faze também com que, por isso, não mais depositemos nossa confiança em qualquer criatura, mas somente em Ti."


Voltemos ao texto de Êxodo 22:


“Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”.

(Êx 22.26)


Aprendemos mais sobre Deus em Mara do que em Elim. Não encontramos Deus dando a Si mesmo um novo nome em Elim, mas em Mara. Aprendemos em Mara que nosso Deus é o Senhor que cura.


Devemos submeter nossa vontade a Deus; devemos aceitar o que ele permite; devemos fazer o que ele ordena. Desse modo aprendemos também que as frustrações na verdade são determinação de Deus. Há lições que só aprenderemos em Mara, não em Elim.


A quarta e última lição é: aquietemos nossos corações nas provações porque o Senhor está no controle delas.


Em Elim, Israel aprendeu algo mais sobre Deus. Ele não apenas os libertaria e os curaria, mas também lhes daria bebida refrescante e comida nutritiva como seu Pastor:


1 O Senhor é meu pastor, e nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em verdes pastos e me leva para junto de riachos tranquilos.

(Sl 23.1,2)


Precisamos aprender a olhar primeiro para Deus para suprir nossas necessidades. Deus frequentemente usa empregos, presentes e bolsas de estudo, mas Ele é o Provedor.


O grande desígnio de Deus em todas as aflições que sobrevêm ao seu povo é trazê-lo mais perto, mais junto dele mesmo.


O Senhor não conduziu os israelitas contornando todas as dificuldades. Em vez disso, ele os conduziu para dentro de muitas dificuldades, mas também providenciou libertação para eles em suas lutas. Isso fez com que os israelitas aprendessem a olhar para Ele para o suprimento de suas necessidades. Ele ainda lida com Seus filhos da mesma maneira.


"Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto àquelas águas."

(Êx 22.27)


Com Elim aprendemos que Deus é capaz de suprir todas as nossas necessidades básicas, aliás, Jesus garante isso: "se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, todas as nossas necessidades básicas serão supridas pelo Pai celeste".


Se você já passou pela provação, pode dizer com o salmista:


“Foi bom para mim ter sido castigado, para que aprendesse os teus decretos.”

(Sl 119.71)


Você está sendo provado? Depois de Mara vem Elim. O deserto não é definitivo. É temporário. É transicional, com ele mudamos de fase, saímos pessoas melhores.


Alguns comentaristas viram a árvore lançada na água como um tipo da cruz de Cristo ou do próprio Cristo que, aplicada às experiências amargas da vida, as torna doces.


Concluo com uma frase de Tim Keller, 1950-2023:


Jesus teve sede. Por que podemos ter um rio da água da vida na Nova Jerusalém? Porque na cruz, ele disse: TENHO SEDE. Na cruz, ele teve a sede cósmica, a separação de Deus, por causa de todos os pecados do mundo.  

Jesus enfrentou a maior amargura de todas, para que nós pudéssemos beber da água vida que Ele dá. O cálice mais amargo com Cristo é melhor do que o cálice mais doce sem Ele.


Oração

Senhor, obrigado pelas provações e obrigado porque Tu estás no controle delas. Sempre que elas vierem, queremos ser aprovados, sairmos perseverantes e íntegros para a tua glória.

 
 
 

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