top of page

A PROVA DAS ÁGUAS AMARGAS - parte 2 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Iniciamos uma reflexão em três partes sobre "A prova das águas amargas"  (parte 1).

E vimos anteriormente a primeira lição da passagem:


Esteja preparado para as reviravoltas da vida.


As circunstâncias podem variar, mas o Senhor não muda. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. Por isso, não podemos ser guiados pelas circunstâncias nem pelas nossas emoções. Devemos sempre nos submeter ao nosso Bom Pastor.


Essa verdade eterna nos leva à segunda lição de hoje:


Quando nos esquecemos ​de quem Deus é o que ​Ele já fez, nossa tendência é murmurar nas provações.​


Os israelitas presenciaram um enorme e retumbante livramento de Deus. Depois de uma goleada de 10 a 0 nos deuses egípcios, o Senhor abre o mar Vermelho e eles atravessam entre duas paredes de água sem molhar o pé. Três dias depois, estão murmurando contra o Senhor, e ainda irão fazê-lo várias vezes nessa jornada, a ponto de o próprio Deus ameaçar exterminar seu povo. E o teria feito, não fosse a intercessão de Moisés.


 "Quando o suprimento falha, nossa fé logo se vai."

Lutero, 1483-1546


A fé que se apoia no suprimento e não no Doador é frágil.


Sinceramente, às vezes me dá raiva quando leio essas passagens das murmurações de Israel. Porque durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite. A coluna de nuvem não se afastava do povo de dia; nem a coluna de fogo, de noite.


Era só levantarem os olhos que veriam a manifestação visível de Deus cuidando deles todos os dias, protegendo-os do calor de dia e do frio durante a noite. Se eu estivesse lá, minha atitude seria muito diferente da maioria! Será mesmo?...


Quando lemos a Bíblia, ela também nos lê. É fácil indignar-se com a “dura cerviz” de Israel; mais difícil é reconhecer o próprio coração quando o plano falha, o recurso aperta, a agenda quebra.


A verdade é que quando leio sobre a dureza de coração do povo de Israel, essa “dura cerviz”, sou levado a pensar se eu também não tenho esse comportamento quando as coisas não saem como planejei. Por isso, precisamos constantemente sondar o nosso coração, nossas intenções e motivações.


Não temos a nuvem visível da presença de Deus, mas nós, cristãos, temos preciosíssimos que eles não tinham:


  • temos a cruz de Cristo, sua obra salvadora;

  • temos o Espírito Santo morando dentro de nós;

  • temos o Filho e o Espírito intercedendo por nós continuamente diante do Pai;

  • temos a promessa de que o Senhor Jesus está conosco todos os dias das nossas vidas;

  • temos a promessa de que jamais seremos abandonados por ele nem seremos provados além das nossas forças;

  • temos a Bíblia, a Palavra de Deus, que nos orienta e consola;

  • temos o Corpo de Cristo, para nos fortalecer e suportar;

  • vivemos num país onde temos a liberdade de cultuar abertamente nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.


Portanto, jamais nos esqueçamos de quem Deus é, nem do que ele já fez na história de Israel e na nossa.


Relembremos os livramentos concretos, aquelas vezes em que o Senhor nos visitou anteriormente com graça e livramento. Gratidão é antídoto contra murmuração.


A provisão pode variar. A Presença, não. Deus pode estar usando águas amargas para curar nossa autossuficiência.


>>> continua


 
 
 

Comentários


Formulário de Assinatura

©2019 por COMEÇAR BEM O DIA. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page