A PROVA DAS ÁGUAS AMARGAS - parte 2 de 3
- Luiz Fernando Arêas

- há 4 dias
- 3 min de leitura
Bom dia.
Leia Êxodo 15.22-27

Iniciamos uma reflexão em três partes sobre "A prova das águas amargas" (parte 1).
E vimos anteriormente a primeira lição da passagem:
Esteja preparado para as reviravoltas da vida.
As circunstâncias podem variar, mas o Senhor não muda. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. Por isso, não podemos ser guiados pelas circunstâncias nem pelas nossas emoções. Devemos sempre nos submeter ao nosso Bom Pastor.
Essa verdade eterna nos leva à segunda lição de hoje:
Quando nos esquecemos de quem Deus é o que Ele já fez, nossa tendência é murmurar nas provações.
Os israelitas presenciaram um enorme e retumbante livramento de Deus. Depois de uma goleada de 10 a 0 nos deuses egípcios, o Senhor abre o mar Vermelho e eles atravessam entre duas paredes de água sem molhar o pé. Três dias depois, estão murmurando contra o Senhor, e ainda irão fazê-lo várias vezes nessa jornada, a ponto de o próprio Deus ameaçar exterminar seu povo. E o teria feito, não fosse a intercessão de Moisés.
"Quando o suprimento falha, nossa fé logo se vai."
Lutero, 1483-1546
A fé que se apoia no suprimento e não no Doador é frágil.
Sinceramente, às vezes me dá raiva quando leio essas passagens das murmurações de Israel. Porque durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite. A coluna de nuvem não se afastava do povo de dia; nem a coluna de fogo, de noite.
Era só levantarem os olhos que veriam a manifestação visível de Deus cuidando deles todos os dias, protegendo-os do calor de dia e do frio durante a noite. Se eu estivesse lá, minha atitude seria muito diferente da maioria! Será mesmo?...
Quando lemos a Bíblia, ela também nos lê. É fácil indignar-se com a “dura cerviz” de Israel; mais difícil é reconhecer o próprio coração quando o plano falha, o recurso aperta, a agenda quebra.
A verdade é que quando leio sobre a dureza de coração do povo de Israel, essa “dura cerviz”, sou levado a pensar se eu também não tenho esse comportamento quando as coisas não saem como planejei. Por isso, precisamos constantemente sondar o nosso coração, nossas intenções e motivações.
Não temos a nuvem visível da presença de Deus, mas nós, cristãos, temos preciosíssimos que eles não tinham:
temos a cruz de Cristo, sua obra salvadora;
temos o Espírito Santo morando dentro de nós;
temos o Filho e o Espírito intercedendo por nós continuamente diante do Pai;
temos a promessa de que o Senhor Jesus está conosco todos os dias das nossas vidas;
temos a promessa de que jamais seremos abandonados por ele nem seremos provados além das nossas forças;
temos a Bíblia, a Palavra de Deus, que nos orienta e consola;
temos o Corpo de Cristo, para nos fortalecer e suportar;
vivemos num país onde temos a liberdade de cultuar abertamente nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
Portanto, jamais nos esqueçamos de quem Deus é, nem do que ele já fez na história de Israel e na nossa.
Relembremos os livramentos concretos, aquelas vezes em que o Senhor nos visitou anteriormente com graça e livramento. Gratidão é antídoto contra murmuração.
A provisão pode variar. A Presença, não. Deus pode estar usando águas amargas para curar nossa autossuficiência.
>>> continua



Comentários