A MÃO DE DEUS EM MINHA VIDA, parte 3 de 4
- Luiz Fernando Arêas

- há 1 dia
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Bom dia.
Leia Salmo 138

Vimos anteriormente:
Davi louva ao Senhor de todo o seu coração.
e
Quando clamamos, Deus nos dá força e coragem.
A próxima lição do Salmo 138 é:
A gratidão é irmã do testemunho
Quando experimentamos verdadeiramente a bondade de Deus, é difícil guardar essa experiência somente para nós.
No Salmo 138, Davi começa louvando ao Senhor por aquilo que Deus havia feito em sua vida. Ele clamou e foi ouvido. Estava fraco e recebeu força. Estava sem coragem e foi fortalecido.
Mas então algo acontece. O louvor individual começa a olhar para fora. Davi escreve:
“Todos os reis da terra te renderão graças, Senhor, pois saberão das tuas promessas. Celebrarão os feitos do Senhor, pois grande é a glória do Senhor!”
(Sl 138.4,5)
Davi começa falando de sua experiência pessoal e termina imaginando o mundo inteiro conhecendo a grandeza de Deus. Aqui está uma verdade preciosa: a gratidão é irmã do testemunho.
Quem reconhece a mão de Deus em sua própria história começa naturalmente a desejar que outras pessoas também conheçam esse Deus.
Davi sabia que seu louvor individual era pequeno diante da grandeza do Senhor. Por isso ele olha para o futuro e imagina algo extraordinário: reis de toda a terra ouvindo a Palavra de Deus e cantando sobre os caminhos do Senhor.
Isso não aconteceu plenamente durante os dias de Davi. Mas havia ali uma antecipação daquilo que Deus faria na História.
Séculos depois, Jesus Cristo viria ao mundo. O evangelho sairia de Jerusalém e atravessaria fronteiras, culturas, povos e idiomas. Homens e mulheres de inúmeras nações ouviriam as palavras do Senhor e aprenderiam a cantar sobre seus caminhos.
E a Bíblia aponta ainda para o dia em que povos e nações reconhecerão definitivamente a glória do Senhor. Davi deseja participar dessa grande obra de Deus. E nós também participamos dela.
Talvez não percebamos, mas todas as vezes que contamos aquilo que Deus fez em nossa vida estamos apontando para algo maior do que nós mesmos. Quando alguém pergunta como conseguimos atravessar determinada situação e respondemos: “Deus me sustentou”, estamos testemunhando.
Quando reconhecemos que não tínhamos força suficiente, mas o Senhor nos fortaleceu, estamos testemunhando. Quando recebemos uma bênção e damos publicamente a Deus a glória por ela, estamos testemunhando.
O testemunho cristão não significa apresentar uma vida perfeita. Na verdade, com frequência acontece exatamente o contrário. Testemunhamos quando reconhecemos que éramos fracos e Deus nos sustentou. Que estávamos perdidos e Ele nos encontrou. Que não sabíamos o que fazer e Ele nos conduziu. Que pecamos e encontramos perdão em Cristo. Que choramos e descobrimos que não estávamos sozinhos.
Por isso nossas cicatrizes também podem glorificar a Deus. Elas dizem que houve uma ferida, mas dizem igualmente que houve graça suficiente para continuarmos.
Talvez uma das razões pelas quais testemunhamos tão pouco seja porque também nos lembramos pouco. Recebemos uma resposta de oração e logo aparece outro problema. Deus abre uma porta e rapidamente começamos a nos preocupar com a próxima. Somos sustentados numa crise e, algum tempo depois, outra dificuldade ocupa completamente nossa atenção.
Precisamos aprender a parar.
Lembrar.
Agradecer.
E contar.
Pergunte a si mesmo hoje: O que Deus já fez em minha vida que merece ser contado?
Talvez seja algo extraordinário. Talvez seja algo aparentemente simples. Uma oração respondida. Uma provisão inesperada. Uma força que apareceu quando você imaginava não ter mais nenhuma. Uma porta fechada que, tempos depois, você percebeu ter sido proteção. Uma pessoa que Deus colocou em seu caminho no momento certo. Uma palavra das Escrituras que sustentou você durante uma noite difícil.
Conte. Não para colocar você no centro da história, mas justamente para tirar você do centro. O testemunho cristão diz: “Olhe o que Deus fez.”
Em cada canteiro do livro de Salmos estão plantadas as sementes do agradecimento.
Jeremy Taylor, 1613-1667
Nossa história torna-se uma pequena janela através da qual outras pessoas podem contemplar a fidelidade do Senhor.
Davi queria que todos ouvissem. Queria que reis cantassem. Queria que o mundo soubesse porque quem experimentou a bondade de Deus começa a desejar que outros também a conheçam.
A gratidão olha para Deus e diz: “Obrigado”.
O testemunho olha para o próximo e diz: “Deixe-me contar o que Ele fez”.
Que nossa vida faça as duas coisas.
>>> continua <<<



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