top of page

A GENEROSIDADE CRISTÃ, parte 4 de 4

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Bom dia.




Essa é a conclusão da reflexão sobre a Generosidade Cristã (veja aqui parte 1, parte 2 e a parte 3).


Recapitulando, já vimos as lições:


1 - A GENEROSIDADE NASCE DA GRAÇA DE DEUS


2 - PRIMEIRO DERAM A SI MESMOS AO SENHOR


3 - CRISTO É A MOTIVAÇÃO SUPREMA DA GENEROSIDADE e


4 - NÃO BASTA COMEÇAR BEM; É PRECISO TERMINAR


A quinta lição desse precioso texto:


5. DEUS MEDE DE FORMA DIFERENTE


12 Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem.

(2Co 8.12)



Aqui encontramos uma das verdades mais libertadoras do texto. Deus não mede a oferta pelo valor absoluto, mas pela proporção e disposição do coração.


Lembramos da viúva pobre em Marcos 12. Jesus observava as pessoas ofertando. Os ricos davam grandes quantias. Então uma viúva vem e deposita duas pequenas moedas. A atenção de Jesus voltou-se para ela.


O ponto principal não era quanto ela ofertou, mas quanto reteve para si. Os ricos deram parte da sobra. Ela entregou tudo o que possuía. Essa história nos lembra que Deus vê aquilo que os homens não veem. Ele vê a fé por trás da oferta.


A última lição:


6. A GENEROSIDADE BUSCA O BEM DO CORPO DE CRISTO


13 Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. 14 No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, 15 como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.

(2Co8.13-15)


Paulo esclarece que não deseja empobrecer os coríntios para enriquecer os judeus. O objetivo é a igualdade.


A igreja é uma família. Numa família saudável, quem tem mais ajuda quem tem menos. Hoje um irmão socorre o outro. Amanhã os papéis podem ser invertidos.


Por isso Paulo cita o episódio do maná no deserto. Quem colheu muito não teve excesso. Quem colheu pouco não teve falta. Deus providenciou para todos.


A mesma lógica deve existir na igreja. Quando Deus nos concede abundância, Ele nos transforma em canais de bênção.


Concluindo, o capítulo começa com a graça de Deus e termina com a provisão de Deus. Começa e termina na graça.


Os macedônios nos ensinam que a generosidade não depende da abundância.

Os coríntios nos ensinam que boas intenções precisam ser transformadas em ações.

A viúva nos ensina que Deus olha para o coração.

Cristo nos ensina que a verdadeira generosidade envolve entrega.


Existe uma imagem que resume bem a mensagem.


Se você olhar para o mapa de Israel verá o Mar da Galileia desaguando no rio Jordão e o rio Jordão desaguando no Mar Morto.

O Mar da Galileia recebe água e a distribui. Por isso está cheio de vida. O rio Jordão leva vida para boa parte de Israel e deságua no Mar Morto. O Mar Morto recebe água, mas não a compartilha. Por isso é estéril.


Deus não nos abençoa para sermos reservatórios. Deus nos abençoa para sermos canais.


Quem compreendeu a graça de Cristo descobre que dar não é perder. Dar é participar do caráter de Deus. Dar é tornar visível o evangelho. Dar é refletir o coração Daquele que, sendo rico, se fez pobre para que nós nos tornássemos ricos nele.


Encerramos com uma oração de Calvino:


"Agradecemos-te, Deus onipotente, por nos resgatares da servidão do mundo através de teu Filho Jesus Cristo. Dá que te reconheçamos como Libertador e que te entreguemos nossa vida sem restrição. Dá que sirvamos uns aos outros e que cuidemos uns dos outros, auxiliando-nos fraternalmente, assim que fique evidente que tu és o nosso Senhor."

João Calvino, 1509-1564


 
 
 

Formulário de Assinatura

©2019 por COMEÇAR BEM O DIA. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page