• Luiz Fernando Arêas

UM CLARO RELATO DA PERFEIÇÃO CRISTÃ - parte 1 de 4

Bom dia.


Leia Romanos 12.3-5



Já mencionei aqui no blog o livro Clássicos Devocionais, de Richard Foster, editora Vida, recurso valioso para a nossa formação espiritual. Este texto, extraído dele, é de John Wesley, 1703-1791.


Richard Foster compilou belos textos de 52 autores diferentes, para serem lidos 1 por semana. Entre eles, estão C. S. Lewis, Calvino, Lutero, Wesley, Spurgeon, Teresa de Ávila, João da Cruz, Agostinho, entre outros.


As porções deste texto serão curtas, divididas em quatro partes, e levam de 2 a 3 minutos para leitura. Mas não se iluda. É alimento sólido, que leva tempo para ser digerido. Deixe o texto reverberar em você.


Extratos de “Um claro relato da perfeição cristã”


1. O perigo do orgulho


O primeiro conselho que dou a quem foi salvo do pecado pela graça é tomar cuidado e orar continuamente contra o orgulho, pois o orgulho não só atribui ao nosso esforço o que somos, mas também acha que somos algo que não somos. Por exemplo, alguém atribuía seu conhecimento a Deus, e por isso, era humilde. Todavia, pensava depois que tinha mais conhecimento que os outros, e isso é orgulho, algo perigoso.


Muitas vezes, imaginamos não precisar do conselho ou da repreensão de ninguém. Lembre-se sempre disso: a graça abundante não resulta necessariamente em iluminação abundante. Podemos ser sábios, mas ter pouco amor, ou podemos ter amor, mas pouca sabedoria. Deus sabiamente nos uniu como partes de um corpo para que não digamos ao outro: “Não preciso de você”.


É um erro muito grave e sério até mesmo pensar que quem não é salvo não tem nada a lhe ensinar. O domínio não é encontrado na graça. Algumas pessoas negligenciaram esse fato e incorreram em muitos erros e certamente em orgulho. Tome cuidado até com a aparência de orgulho! Tenha aquela mesma disposição humilde de Cristo Jesus. Seja revestido de humildade. Deixe a modéstia manifestar-se em todas as suas palavras e ações.


Uma forma de fazer isso é reconhecer todas as nossas falhas. Se em algum momento você pensou, falou ou agiu de maneira errada, não deixe de reconhecer isso. Nunca pense que isso prejudicará a causa divina – na verdade, a promoverá. Seja espontâneo e sincero quando for repreendido e não procure esquivar-se ou encobrir o erro. Antes, seja autêntico, pois assim o evangelho não será envergonhado: pelo contrário, será adornado.


Ponderação de Richard Foster

John Wesley inicia o texto discutindo os perigos do orgulho. Ele relaciona alguns deles: atribuir a nós mesmos aquilo que vem de Deus; superestimar nossos dons; achar que não precisamos de correção; acreditar que não precisamos dos outros na igreja; achar que nada temos a aprender com o não cristão; ser reticente em admitir nossas falhas. Com qual desses perigos você mais tem lutado?


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