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PARA ACABAR COM A DUREZA DE CORAÇÃO, 3 de 3

Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
Luiz Fernando Arêas
há 9 horas
3 min de leitura

Bom dia.




Vimos duas lições nessa reflexão sobre a mensagem de Jeremias:


1.   O CORAÇÃO NÃO CUIDADO SE AFASTA DE DEUS E ENDURECE (parte 1)


2.  SEM ARREPENDIMENTO NÃO HÁ SALVAÇÃO (parte 2)



A terceira lição desse texto necessário de Jeremias:


3.  MANTENHA A TERRA DO CORAÇÃO PREPARADA: OS FRUTOS VIRÃO


Para prevenir a dureza do coração é preciso arar a terra com arrependimento, confissão e mudança de atitude.


“O coração quebrantado é o único coração sadio.”

John Trapp, 1601-1669


Os versos 3 e 4 do capítulo 4 de Jeremias retratam esse belo chamado do Senhor:


“Passem o arado na terra endurecida! Não desperdicem sementes entre os espinhos! Ó povo de Judá e habitantes de Jerusalém, removam os obstáculos de seu coração* e mudem sua atitude perante o Senhor. Do contrário, por causa de seus pecados, minha ira arderá como fogo que ninguém pode apagar.

(Jr 4.3,4)


*circuncidem os seus corações.


Será que Jesus não se lembrou desse texto quando contou a parábola do semeador? Mateus relata que Ele sai para caminhar na praia de Cafarnaum com seus discípulos e se assenta para ensiná-los. Em pouco tempo a praia fica lotada de pessoas querendo ouvir o mestre galileu.


Ali há gente de todo tipo. Alguns são curiosos, pararam apenas por causa do ajuntamento. Outros, acham tudo aquilo muito bonito, mas são superficiais, escutam, mas não ouvem. Há também aqueles que estão a caminho do trabalho e mal reduzem o passo para ouvir o que Jesus está dizendo. 


Finalmente, outros estão ali com os olhos fitos no Senhor, sedentos por ouvi-lo, em busca de respostas, de aceitação, de paz, de Deus e do que só Deus é capaz de dar.


Jesus é premido de tal forma por essa mescla de gente, que entra num barco e faz dele seu púlpito. Discernindo os momentos de vida e as intenções dos que ali estão, ele conta a parábola do semeador. Uma ilustração simples, mas o que talvez os ouvintes não percebam de imediato é que a história é exatamente sobre eles mesmos.


As parábolas de Jesus são assim. Elas têm o poder subversivo de nos fazer enxergar as verdades do evangelho de maneira indireta. Quando as lemos, nossas defesas se desarmam e nossa mente se torna numa grande tela onde a singela cena cotidiana se desenrola. Se nossos corações se aquecem ao lê-las nas Escrituras, imagine o impacto causado naqueles que as ouviram da voz do Senhor naquele púlpito flutuante! Que quadro comovente o da praia de Cafarnaum.


A famosa parábola do semeador narra quatro situações diferentes da semente. Jesus a compara à mensagem do evangelho. O semeador espera que a semente dê frutos. Observe que nas quatro situações todos ouviram a mensagem, mas os resultados foram distintos.


A semente é de excelente qualidade. O que influiu no resultado é a qualidade do solo, o coração.


Cuide do solo do seu coração.


Mais adiante, Jeremias profetiza a promessa de Deus de redimir seu povo. O Senhor estabeleceria uma nova aliança, não mais escrita apenas em tábuas, mas gravada nas mentes e nos corações:


“Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados.”

(Jr 31.33,34)


Que promessa maravilhosa! O Deus que nos ordena preparar a terra é o mesmo que, por sua graça, transforma nosso coração.


Essa nova aliança se cumpre em Cristo. Ele nos concede perdão, vida nova e poder para produzir frutos que glorificam seu nome.


Não se acostume com um coração endurecido. Volte-se para o Senhor, permita que sua Palavra penetre profundamente em sua vida e produza frutos.


Que Deus encontre hoje em nós uma terra boa, um coração humilde, arrependido e disposto a obedecer.


Cuide da terra do seu coração. Pela graça de Deus, os frutos virão.


“A conversão não é um processo suave e fácil como algumas pessoas imaginam; se assim fosse, o coração do homem jamais teria sido comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado.”

John Bunyan, 1628-1688




 
 
 

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