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O SENHOR REINA! parte 3 de 3

  • Foto do escritor: Luiz Fernando Arêas
    Luiz Fernando Arêas
  • 7 de jan.
  • 5 min de leitura

Bom dia.




Esse post conclui a reflexão sobre o Salmo 93 (veja aqui parte 1 e parte 2).


Recapitulando, já vimos duas lições deste belo salmo:


1 - O reinado do Senhor é eterno


e

2 - A realidade do caos 


Mencionamos também no último post que, no início de Gênesis,


...e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.

(Gênesis 1.2)


Essa verdade nos leva à terceira lição do texto:



3 - O reinado do Senhor é mais poderoso do que o caos


O Salmo 93 evoca essa cena inicial da Bíblia. A imagem do Espírito de Deus pairando sobre as águas é semelhante a uma ave mãe cuidando e protegendo seus filhotes. O Espírito de Deus esteve ativamente envolvido na criação do mundo. O cuidado e a proteção de Deus ainda estão ativos.


O Senhor é Soberano na Criação. Até mesmo as águas (literalmente, "rios") com seus rugidos e estrondos, não são páreo para Deus:


As águas subiram, ó SENHOR, as águas rugiram como trovão, as águas levantaram ondas impetuosas. Mais poderoso que o estrondo dos mares, mais poderoso que as ondas que rebentam na praia, mais poderoso que tudo isso é o SENHOR nas alturas.

(Salmo 93.4,5)


Vários comentaristas entendem que a imagem do caos evocada no Salmo 93 representa os governantes bíblicos que governaram Israel. E não faltam nações nessa lista: Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma.


A Bíblia é generosa em mostrar as pessoas mais poderosas do mundo sendo governadas e dirigidas por Deus.


Deus governa até o sono dos poderosos. O faraó em Gênesis sonha. Nabucodonosor teve 2 sonhos. Assuero (Xerxes), marido de Ester, não consegue dormir no capítulo 6 de Ester. Faraó em Êxodo não consegue um momento de paz porque tem rãs até no banheiro real! O Salmo 2 diz que Deus olha para as nações que se levantam contra Ele e seu ungido e dá risada! Provérbios 21.1 afirma que Deus tem o coração do rei em suas mãos. É Deus quem levanta os homens. É Deus quem os abaixa.


O caos é real, mas o Senhor é soberano sobre "os caos" das nossas vidas!


No início de 1939, durante a 2ª guerra mundial, o editor do British Weekly convidou G. Campbell Morgan para escrever uma das mensagens de ano novo para os leitores do jornal.

A verdade do reinado de Deus foi sua principal motivação. Ele escreveu:


O único fato é Deus, todos os outros são circunstâncias.

O salmo 93 começa onde o salmo 29 termina. O Salmo 29 termina dizendo que o Senhor assentou-se soberano sobre o Dilúvio. Se as águas simbolizam o caos, o Dilúvio é o superlativo do caos. Mas acima do Dilúvio está o Senhor, reinando soberanamente sobre tudo e sobre todos, de eternidade a eternidade. O Senhor reina!


O reinado do Senhor é eterno.

O caos é real.

O reinado do Senhor é mais poderoso do que o caos.


Como podemos aplicar essas verdades em nossas vidas? Quais são as implicações da soberania de Deus para nós? Se o Senhor reina, como isso nos afeta? De que maneira tomamos nossas decisões? De que forma construímos nossos planos?


Qual deve ser nossa resposta ao fato de o Senhor reinar eternamente?


Nossa resposta se divide em duas partes. Vejamos o verso 5:

Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.

(Salmo 93.5)


A primeira parte da resposta é obedecer à sua palavra fielmente, assim como seus testemunhos são fiéis. O Senhor não só estabeleceu o mundo, mas estabeleceu seus firmes decretos para governá-lo.


Eu me curvo ao reinado de Deus e reconheço que Ele é rei na minha vida através da obediência à sua Palavra.


A segunda parte está na segunda metade do verso 5:


...à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.

(Salmo 93.5b)


A atmosfera do reino eterno de Deus é a santidade. A santidade será o oxigênio do céu. Enquanto isso, o caráter moral perfeito de Deus destaca sua glória e pode ser visto em toda parte.


Isso quer dizer que Deus nunca fará nada que não seja moralmente perfeito. Ou seja, podemos confiar nele, mas nos impõe uma exigência: nosso desejo de viver uma vida reta (dedicada a Deus e moralmente limpa) é nossa única resposta adequada. Nunca devemos usar meios profanos para alcançar um objetivo santo, porque Deus diz:


Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo.

(Levítico 19.2)


O mar era temido na antiguidade como fonte de caos e habitação de monstros, mas o domínio do Senhor é absoluto sobre tudo isso. Por esse motivo devemos obedecer à Sua Palavra (“seus testemunhos”, 5) e nos revestirmos de santidade em Sua Presença.


Vimos que na primeira página da Bíblia "o caos" (as águas) já estava lá dominado por Deus. Se abrirmos na penúltima página da Escritura, encontraremos a afirmação:


Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.

(Apocalipse 21.1)


O caos, as ondas aleatórias e "rebeldes" do mar, não mais existem. E na última página, lemos:


Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. De cada lado do rio estava a árvore da vida, que frutifica doze vezes por ano, uma por mês.

(Apocalipse 22.1,2)


As águas que fluem agora são de paz. Fluem do trono de Deus trazendo um rio de vida e a árvore da vida. Como é lindo esse final bíblico!


Mas como podemos permanecer diante deste Rei que é Santo, Santo, Santo?


Calvino e outros estudiosos consideram esses salmos como uma descrição do reino messiânico. A tradição judaica afirma que os próximos sete salmos (93-99) anteciparam algumas das obras do Messias.


Jesus acalmando a tempestade é sinal do seu triunfo sobre o caos absoluto do pecado e da morte na cruz.

Por causa do poder de Deus, tanto na criação quanto na salvação, o mundo é um lugar seguro para nós, apesar do caos. Quando você estiver diante do mar, lembre-se do Rei Eterno, que acalma o mar e as tempestades das nossas vidas.


E se eu não entender o que Ele está fazendo? E se eu não enxergar os seus planos? Mesmo assim submeta-se a Ele. Deus nunca fará nada que não seja moralmente perfeito.


Cada pessoa que se ajoelha em oração ao Deus das Escrituras na verdade reconhece que Deus é soberano. Caso contrário, as orações não teriam sentido, porque as pessoas estariam orando a um Deus que pode ou não ser capaz de fazer algo por elas.


O reinado soberano de Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, significa que ele tem direito a cada centímetro quadrado de nossas vidas.


 
 
 

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