• Luiz Fernando Arêas

DESMISTIFICANDO O NATAL

Bom dia.


Leia Mateus 2.1-12


Há muitos mitos que cercam o Natal. Temos tradições e costumes, mas alguns mitos também. Somos traídos pelas tradições, achando que são totalmente bíblicas. E algumas tradições nos afastam do verdadeiro sentido do natal.




O texto de hoje menciona "magos", "uns magos" ou "alguns sábios", dependendo da tradução. A tradição fala que são três, e que são reis, mas o texto bíblico não afirma isso. Menciono esse fato para demonstrar a importância de lermos as Escrituras e obter as informações de primeira mão.


Outro fato que precisa ser desmistificado é que eles não fazem parte da cena do presépio, contrariando minha saudosa avó, que tinha um presépio lindo, o qual montávamos nos natais em sua casa.


Provavelmente, o encontro dos magos com o menino foi, pelo menos, 40 dias depois do seu nascimento. Como a visita ainda não tinha ocorrido, eles não tinham do ouro para ofertar. Por isso, apresentaram a oferta mais humilde, a dos pobres, conforme Lucas 2.22-24:


"Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”) e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.


Esses homens, que nem eram judeus, nos dão lições preciosas:

  • Eles empreendem uma longa jornada, possivelmente da Babilônia.

  • Eles vêm com presentes dignos de um Rei, certamente o que podiam oferecer de melhor.

  • Ao se aproximarem de Jesus se encheram de júbilo, se prostram diante do Rei e o adoram.


Homens e mulheres sábios hoje em dia ainda estão procurando pelo Rei!


Essa lição dos magos, da rendição total e dos esforços não medidos para encontrar o Rei e ofertar a ele o melhor, deve ser seguida por todos os que compreendem o verdadeiro sentido do natal, sem mitos.

“Os magos trouxeram ouro para um rei; mirra para um mortal; e incenso para Deus”.

Orígenes (182-254)



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