• Luiz Fernando Arêas

ABRAÃO 03 - RECOMEÇOS E DECISÕES

Bom dia.


Leia Gênesis 13.1-18


Depois de um mau começo no Egito, onde preferira mentir a confiar em Deus, Abraão retorna a Canaã, ao altar que havia anteriormente erigido.

Ali ele retoma a caminhada com o Criador. Novo recomeço na vida do patriarca. A graça do Senhor também nos dá essa chance abençoada de retomarmos nosso relacionamento com Ele quando erramos o caminho.


Agora o aprendizado de Abraão acontecerá no âmbito familiar. Ele e seu sobrinho Ló prosperaram tanto que não há mais pasto e poços suficientes para sustentar os rebanhos de ambos. Abraão precisa tomar uma decisão.

Então Abrão disse a Ló: “Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos separar-nos. Se você for para a esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda”. (Gênesis 13.8,9)

O tio procura o sobrinho para a solução do conflito, abrindo mão da prerrogativa da escolha do lugar, demonstrando discernimento, bom senso e generosidade. Vemos aqui que Abraão aprendera algo nas provações do Egito. Se não fosse assim, ele poderia ter “passado a rasteira” no sobrinho de dez maneiras diferentes. A questão “somos irmãos” (Gênesis 13.8) para Abraão é mais importante que os bens materiais.


De forma altruísta, ele traz solução imediata ao conflito familiar. “Escolha você, sobrinho.”

Ló olha para esquerda e vê um grande deserto. Olha para a direita e contempla a “grama verdinha” das campinas do Jordão, regada, como se fosse um paraíso (v. 10). “Titio, eu faço o sacrifício de ficar com aquele lado, viu?”. E o que sobrou para Abraão? O deserto.


O texto nos mostra as consequências dessas decisões. Ló, escolhendo “as coisas que se veem”, leva sua esposa e suas duas filhas a morarem numa terra totalmente corrompida em seus valores morais, a terra de Sodoma. Precisa dizer mais?


Abraão, por outro lado, encontrou a liberdade de depender de Deus. Observe como Deus responde a essa atitude nos versos 14 a 17. Note a ênfase na palavra descendência (semente). A promessa da “terra” e da “semente” foi agora ampliada (v. 14), reiterada (v. 15,16), e como garantia, tornada palpável (17).


Tanto a visão como a ação de Abraão vieram depois da fé. Sua escolha (v. 9) foi recompensada por estas palavras de Deus: “Ergue os olhos” (v. 14). E o que seus olhos alcançavam, seus pés explorariam minuciosamente.


O treinamento de Deus é intensivo na vida de Abraão. No próximo capítulo, Abraão simplesmente irá parar no meio de uma guerra! Andar com Deus é uma experiência repleta de emoções.


À medida em que você for lendo a história do pai da fé, perceba como as palavras tenda e altar sintetizam o modo de Abraão viver. Assim deve ser a vida do homem e da mulher de Deus.


Tenda traz uma conotação de transitoriedade, de morada não fixa, de quem está de passagem por este mundo e tem plena consciência disso.


Altar reflete a sede de Abraão se relacionar com este Deus que o chamou para andar com ele. Ele sabe que é limitado, imperfeito (vai vacilar de novo). Por isso mesmo, tem a necessidade de se prostrar diante do altar, pedindo a purificação dos seus pecados, a renovação de suas forças e ânimo para trilhar os caminhos que virão.


Como vão a sua tenda e o seu altar? Como vão o seu estilo de vida e a sua busca de Deus? Aprendamos com Abraão a desenvolvermos uma espiritualidade sadia.






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