A SABEDORIA E O PODER A ELE PERTENCEM, 1 de 3

Bom dia.
Leia Daniel 2.13-23

O livro de Daniel é fascinante. Nele encontramos histórias eletrizantes e profecias reveladoras. Seu cenário inicial é o exílio na Babilônia, em 605 a.C.
Daniel, provavelmente ainda adolescente, é arrancado de sua terra natal, da casa de seus pais, e levado para a Babilônia. Lá, longe do povo de Deus e do templo, é obrigado a aprender outra língua, outra cultura e valores muito diferentes daqueles aos quais estava acostumado.
Daniel e seus amigos são selecionados para servir na corte do rei Nabucodonosor. Os babilônios tentam conformá-los aos seus padrões. Mudam-lhes os nomes, apresentam-lhes novos costumes e procuram integrá-los à cultura daquele império.
Mas eles permanecem inconformados.
Essa é a luta diária do cristão. O mundo quer conformá-lo à sua cultura e aos seus valores, mas ele deve permanecer fiel ao Senhor, mesmo num ambiente hostil:
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
(Rm 12.2)
O sinal de que você é um verdadeiro cristão não é a ausência de conflitos, mas a luta que existe dentro do seu coração para não ceder às pressões mundanas.
No capítulo 2 de Daniel, Nabucodonosor teve sonhos tão perturbadores que não conseguiu mais dormir. Chamou seus magos, encantadores, feiticeiros e astrólogos e exigiu que lhe dissessem tanto o sonho quanto seu significado. Ninguém conseguiu atender à exigência.
O rei ficou tão furioso que ordenou a execução de todos os sábios da Babilônia. Os encarregados saíram à procura de Daniel e de seus amigos para que também fossem mortos.
Nesse ponto o texto sagrado pergunta a mim e a você: Como você age quando a crise chega?
Daniel não estava enfrentando uma crise pequena. Sua morte e a de seus amigos haviam sido decretadas pelo rei. A crise chegou sem aviso prévio, sem preparação.
Como Daniel reagiu? Ele procurou entender a situação, pediu um prazo e reuniu seus amigos para buscar a misericórdia de Deus.
DIANTE DAS CRISES, RECORRA AO REI DOS REIS
Daniel sabia o que fazer porque era um homem de oração. Ele não orava apenas na hora da crise. No capítulo 6, mesmo sabendo que poderia ser lançado na cova dos leões se continuasse orando, Daniel foi para casa, abriu as janelas e orou. Tinha o costume de fazer isso três vezes por dia. Estamos falando de um dos homens mais ocupados do reino!
As atitudes de Daniel não brotaram simplesmente na hora do aperto. Eram reflexo do seu relacionamento com o Deus dos céus. Daniel e seus amigos buscam o Senhor em oração. O texto nos mostra que a resposta veio à noite:
Então o mistério foi revelado a Daniel de noite, numa visão. Daniel louvou o Deus dos céus...
(Dn 2.19)
Ele e seus amigos passaram tempo buscando a Deus. Esse é um versículo contra a espiritualidade fast food, contra o drive-thru de oração. Queremos respostas imediatas. Queremos apresentar nossos problemas ao Senhor e, de preferência, receber a solução antes de terminar a oração...
Daniel nos ensina outro caminho. Ele dedica tempo à oração, reconhece sua dependência e busca a misericórdia de Deus.
“Dar à oração o segundo lugar é tornar Deus secundário nos negócios da vida.”
E. M. Bounds, 1835-1913
O texto mostra que Daniel não saiu correndo para falar com o rei assim que recebeu a revelação. Ele priorizou o louvor e a gratidão.
Provavelmente, teríamos saído imediatamente para contar a todos que Deus respondeu à oração. Mas Daniel primeiro bendisse ao Senhor:
“Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque a sabedoria e o poder a ele pertencem.”
(Dn 2.20)
Quem se volta a Deus em oração, pedindo misericórdia e colocando seus problemas em suas mãos, aprende a reconhecer a grandeza e a bondade do Senhor em meio às dificuldades.
A oração não é apenas um recurso para os momentos de emergência. É uma expressão permanente da nossa dependência de Deus.
Daniel nos ensina a não dar a desculpa da falta de tempo para orar, nem a buscar o Senhor somente quando o problema chega. Ele ora porque sabe que precisa de Deus.
Diante das crises, recorra ao Rei dos reis, o supremo socorro dos fiéis.
Não espere a próxima crise para cultivar sua comunhão com o Senhor. Faça da oração um hábito diário. Quando os dias difíceis chegarem, você conhecerá aquele a quem deve recorrer.
“Enquanto continuarmos a viver, precisamos continuar orando.”
Matthew Henry, 1662-1714
Para refletir: Minha vida de oração é um relacionamento constante com Deus ou apenas uma reação às dificuldades? Tenho dedicado tempo para ouvir, agradecer e bendizer ao Senhor?
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