EM BUSCA DE SENTIDO, 2 de 3

Bom dia.
Leia Eclesiastes 3.1-11

UMA AGENDA CHEIA NÃO SIGNIFICA UMA VIDA COM PROPÓSITO
Estamos refletindo sobre o livro de Eclesiastes, um livro singular das Escrituras, que trata de algumas das questões mais profundas da existência humana.
O Pregador, chamado em hebraico Qohelet, observa a vida e parece encontrar nela apenas repetições, cansaço e frustração. O sol nasce e se põe. O vento vai e volta. Os rios correm para o mar, mas o mar nunca se enche. Tudo parece repetir-se indefinidamente.
Por isso ele pergunta:
“Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?”
(Ec 1.3)
Na primeira parte de nossa reflexão, vimos que todos precisamos urgentemente de um sentido para viver.
Agora, encontramos uma segunda lição:
Todos precisamos urgentemente trabalhar com um significado.
O mestre estava olhando para a vida da perspectiva do homem na terra, sem a ajuda de uma revelação especial de Deus. Sua pergunta é profundamente atual.
Por que você se levanta cedo todos os dias e se esforça durante horas em seu trabalho?
Simplesmente para pagar as contas? Para colocar comida na mesa? Para manter sua família? Para comprar aquilo que deseja?
Essas são razões importantes e legítimas. Mas será que a vida se resume a isso?
Se a nossa existência for apenas uma sequência interminável de obrigações, trabalho, consumo e descanso para voltar a trabalhar, o resultado será uma canseira que ninguém consegue exprimir.
Essa vida vai preencher seu tempo, mas não sua alma. Dará uma agenda lotada para você, mas não vai dar significado. Vai mantê-lo ocupado, mas sem ter um propósito.
O americano Benjamin Franklin, 1706-1790, foi um dos líderes da independência dos Estados Unidos, inventor, diplomata e uma pessoa extremamente organizada. Talvez você tenha uma foto dele no bolso, na nota de cem dólares!

Se procurar na internet por “A agenda de Benjamin Franklin”, encontrará a forma como ele organizava seus dias. Era uma folha de papel com as horas do dia e suas tarefas planejadas.
Mas há algo muito interessante nessa agenda: Franklin começava e terminava o dia com uma pergunta. A pergunta da manhã era:
“Que bem farei hoje?”
No fim do dia, depois do trabalho, do banho, do jantar e de um tempo livre, ele examinava o dia e perguntava a si mesmo:
“Que bem fiz hoje?”
Que perguntas importantes! Observe que ele não perguntava apenas quantas tarefas havia realizado ou quanto dinheiro havia ganho. Perguntava que bem havia feito. É uma diferença fundamental.
Uma pessoa pode ser extremamente produtiva e, ainda assim, viver sem propósito. Pode alcançar metas, acumular bens, receber promoções e terminar o dia com uma profunda sensação de vazio.
O problema não está necessariamente no trabalho ou nas conquistas. O problema está em esperar que essas coisas sejam capazes de proporcionar aquilo que somente Deus pode oferecer.
O Pregador observa a vida “debaixo do sol”, isto é, a existência considerada apenas do ponto de vista terreno. E, quando olhamos para a vida dessa maneira, até mesmo o trabalho pode parecer inútil. Trabalhamos para conquistar algo. Depois queremos mais. Alcançamos uma meta e imediatamente estabelecemos outra. Aquilo que parecia suficiente ontem já não satisfaz hoje.
É como correr atrás do vento. Mas a Bíblia nos oferece uma perspectiva diferente. O apóstolo Paulo escreveu:
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”
(1Co 15.58)
Observe a expressão: “No Senhor, o vosso trabalho não é vão”. O trabalho que parecia vazio quando considerado apenas “debaixo do sol” pode ganhar significado quando realizado diante de Deus e para sua glória.
Isso inclui nossas atividades profissionais, o cuidado com a família, o serviço ao próximo e até mesmo as tarefas mais simples do cotidiano.
Não precisamos necessariamente mudar de profissão ou abandonar nossas responsabilidades para encontrar propósito. Precisamos aprender a viver e trabalhar na presença de Deus.
O trabalho ocupa nossas mãos e nosso tempo. Mas somente Deus pode dar à nossa vida um significado que ultrapassa nossas conquistas.
Amanhã, quando começar seu dia, experimente fazer duas perguntas:
“O bem farei hoje?”
E, principalmente:
“Como posso glorificar a Deus naquilo que farei hoje?”
Para refletir: Estou apenas ocupado ou vivendo com propósito? Meu trabalho tem sido um meio de servir a Deus e ao próximo, ou tornou-se o centro da minha existência?
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