A TERAPIA DA ORAÇÃO E O CONTROLE DAS EMOÇÕES, parte 2 de 2
- Luiz Fernando Arêas

- há 10 horas
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Bom dia.
Leia Salmo 4

Concluímos hoje a reflexão sobre o Salmo 4 com o tema: A Terapia da Oração e o Controle das Emoções (veja a parte 1).
Vimos no post anterior que Davi expõe suas angústias diante Daquele que pode lhe fazer justiça.
O que é que pode fortalecer Davi nessa angústia? Confiar em Deus e andar com Ele. Ele toma a decisão de confiar em Deus, haja o que houver. Ele se lembra que o seu Deus, que faz justiça, é o Deus da aliança. Ele é digno de confiança porque cumpre o que promete.
Saibam que o SENHOR escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar.
(Sl 4.3)
O salmista confia na aliança que Deus fez com ele. É o SENHOR quem escolhe, é o SENHOR quem ouve. O que cabe a Davi é invocá-lo e confiar nele, haja o que houver.
E essa é a parte que nos cabe:
Recorrer a Deus;
invocá-lo;
e confiar nele haja o que houver.
O pastor Bob Harvey conta que, no início de seu ministério, um amigo próximo morreu. Num esforço para confortar a viúva, também amiga próxima, Bob compartilhou todas as explicações de seu livro de seminários sobre como e por que Deus poderia ter deixado isso acontecer. Mas a mulher o repreendeu amorosamente. "Eu não preciso de um Deus assim", ela disse. "Eu não preciso entender tudo isso. O que eu preciso é de um Deus maior que a minha mente”.
E esse "haja o que houver" é vivido na presença de Deus.
Vejamos o verso 5:
Ofereçam sacrifícios como Deus exige e confiem no Senhor.
(Sl 4.5)
Estes "sacrifícios de justiça" são sacrifícios que são acompanhados pelo arrependimento verdadeiro, que é refletido na segunda linha: "e confiem no Senhor”.
Durma bem. Não durma irado. Não se defenda. Ande com Deus. Confie nele.
Perguntamos no post anterior: O que desperta sua indignação? Agora a pergunta adequada é: O que deixa feliz? O que é que satisfaz você, de verdade?
A resposta do salmista: A presença e a bênção de Deus.
Muitos perguntam: “Quem nos fará desfrutar o bem?” Faze, ó Senhor, resplandecer sobre nós a luz do teu rosto! (Mostra-nos a tua bondade).
(Sl 4.6)
Davi não pede bens. Não perde a morte dos inimigos. Ele pede a bondade de Deus. Mostra-nos a tua bondade. Não há bem maior que Tu mesmo.
Um deserto com Deus é melhor que um palácio sem Deus. Passar necessidade com Deus é melhor que o prêmio da megasena sem Deus! Você acredita nisso? É isso que Davi está afirmando. Pois ele conhece o palácio e o deserto. Conhece a fartura e a carestia.
Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho.
(Sl 4.7)
Talvez aqui haja uma alusão ao “sucesso” que os “outros deuses” podem proporcionar. Para as nações de Canaã, o sucesso da colheita vinha dos deuses Baal e Aserá.
Senhor, a tua bondade me dá uma alegria maior do que ganhar na megasena sozinho! Uma alegria que não pode ser forjada, comprada ou conquistada por esforço próprio. Apenas por rendição. Resultado: paz, sono, segurança.
Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.
(Sl 4.8)
A maior bênção de todas ganha concreção em Cristo.
O exemplo mais significativo da história a respeito da demora em irar-se foi manifestado há dois mil anos por Jesus Cristo, o homem-Deus crucificado pelo capricho de uma multidão enfurecida e pela fraqueza das autoridades, orou com sinceridade em sua agonia:
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
(Lucas 23.34)
Sua profunda compreensão do significado daquilo que Ele estava fazendo contrastava com a total ignorância da multidão. Sua sensibilidade àquele povo e sua súplica ajudaram-no verdadeiramente a ser tardio em irar-se.
Que não sejamos dominados pela angústia, pela ira ou por qualquer sentimento de vingança.
Confiemos no Senhor e andemos com Ele.
“[Cristo] Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava- se àquele que julga com justiça.”
(1Pedro 2.23)


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