• Luiz Fernando Arêas

PAIS E FILHOS VOLTADOS UNS AOS OUTROS

Bom dia.


Leia: Malaquias 4.1-6


Esse é um espaço pequeno para falar de um tema tão importante, o relacionamento entre pais e filhos.

Deus encerra o Antigo Testamento com o profeta Malaquias, cujo nome significa "mensageiro do Senhor". Depois dele, as Escrituras se silenciam por 430 anos. A última palavra proferida e escrita por Malaquias, que ficou ecoando nesse silêncio de quatro séculos é fortíssima: “maldição”, o contrário de "bênção".


A profecia de Malaquias trata de algumas maldições num contexto em que as pessoas não estavam levando Deus a sério. A espiritualidade havia se tornado uma rotina enfadonha. A NVI usa o verbo “desprezar” cinco vezes neste pequeno livro. O nome de Deus, o culto, sacrifícios, dízimos, ofertas, estavam sendo desprezados por todos, a começar por aqueles que deveriam dar o exemplo, os sacerdotes. Considerando isto, o contexto mostra que o uso da palavra “maldição”, apesar da sua força, é adequado.


Segundo o profeta, para que esta maldição não se concretize, é necessário que algumas coisas aconteçam.


O Senhor enviará o “profeta Elias”. Jesus e os evangelhos demonstram claramente que essa é uma referência a João Batista (Mateus 17.11-13). O “profeta Elias” fará com que os corações de pais e filhos se voltem uns aos outros. João Batista é o precursor do evangelho, e sua primeira mensagem é: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”, Mateus 3.2. Não ouvir nem atender a essa mensagem é sujeitar-se à maldição de Malaquias. Sem arrependimento não há salvação.

Ele fará que o coração dos pais volte para seus filhos e o coração dos filhos volte para seus pais. (v. 6)

A palavra-chave desse trecho de Malaquias é VOLTAR-SE. O verbo (shuv no hebraico) é rico em acepções e ocorre inúmeras vezes no Antigo Testamento. Nessa passagem, seu significado é lindo: “voltar-se para o coração de alguém, dar atenção ao coração dessa pessoa”.


É assim que pais e filhos ficam livres da maldição profetizada: dando ouvidos ao Evangelho; arrependendo-se; pais e filhos voltando o coração uns aos outros. Esse é o caminho. Praticando isso, com amor, diálogo, respeito e atenção, os temores de relacionamentos destruídos cessarão.


Pais e filhos, pratiquemos a Palavra de Deus. Ouçamos os profetas e os obedeçamos.

As famílias cristãs devem ser as principais preservadoras do interesse pela verdadeira religião neste mundo.

Richard Baxter, 1615-1691

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