• Luiz Fernando Arêas

CUIDADO COM O CORAÇÃO ORGULHOSO

Bom dia.


Leia: Daniel 4.1-37


A meditação de hoje nos conduzirá a um sentimento que todos conhecemos: o orgulho, considerado um dos sete pecados capitais, que têm esse nome por conterem a ideia de dar origem a todos os outros pecados.

E quem melhor para falar de orgulho do que o homem mais poderoso da face da terra dos seus dias? O homem que não temia nenhum outro exército, porque não havia nação capaz de enfrentá-lo. Nabucodonosor, rei da Babilônia.


O capítulo 4 de Daniel nos levará a outro sonho do pitoresco rei (o primeiro sonho está no capítulo 2). Aliás, é o próprio Nabucodonosor quem escreve esse capítulo, onde ele começa e termina louvando o Deus Altíssimo, o Deus de Daniel.


Ele já havia sonhado com a grande estátua da cabeça de ouro, e depois construiu uma para ele, para que todos a adorassem. Excêntrico, poderoso, orgulhoso. O texto nos diz que ele estava “satisfeito e próspero em casa, no seu palácio”. E em meio a todo esse conforto, o homem mais poderoso de seu tempo não consegue ter uma noite de sono em paz. Ele é visitado por um sonho estranho, enigmático, e, novamente, só Daniel é capaz de interpretá-lo.


O sonho é uma advertência de que o rei perderia seu trono, seria expulso dentre os

homens e viveria sete tempos (ou sete anos) entre os animais selvagens, caso não reconhecesse que os Céus dominam. Um ano depois, o sonho se cumpre.


Você pensa que comanda sua vida, mas não comanda. É uma ilusão humana pensar assim.

Prosperidade, segurança, palácios, talentos, além de outros fatores, podem nos tornar orgulhosos e arrogantes, como Nabucodonosor. Nossa atitude com a vida deve ser bastante cuidadosa, especialmente quando Deus nos coloca em posições elevadas.


Davi, o rei de Israel, escreveu nos salmos 40 e 70:

Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu! (Salmo 40.17)

É desse sentimento e atitude que Jesus fala no início do Sermão do Monte:

“Felizes os pobres de espírito, pois o reino dos céus lhes pertence”. (Mateus 5.3)

Augustus Montague Toplady (1740-1778) escreveu (em inglês) num dos seus hinos mais famosos, "Rocha Eterna":

Nada em minhas mãos eu trago, Simplesmente à tua cruz me apego; Nu, espero que me vistas; Desamparado, aguardo a tua graça; Mau, à tua fonte corro; Lava-me, Salvador, ou morro.

O orgulhoso rei achava que seu trono era inabalável. Nem Deus era páreo para ele.

Daniel 4.25 - Passarão sete tempos até que admitas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer.

Há alguns anos soube de um caso de uma família que precisava colocar um dos filhos numa clínica de recuperação de drogas. Ele já havia passado por outras clínicas diversas vezes, mas não se libertava do vício. A tentativa de internação, por telefone, foi assim:

- "Ele já perdeu tudo?" perguntou a funcionária da clínica.

- "Como assim?", respondeu o familiar.

- "Só depois que eles perdem tudo é que pode haver esperança deles se recuperarem".


Nabucodonosor precisou perder tudo (seu trono, glória, poder) para que caísse em si, e reconhecesse que é Deus o grande rei que domina sobre tudo e sobre todos.


O seu domínio é um domínio eterno;
 o seu reino dura de geração em geração.
Todos os povos da terra
 são como nada diante dele.
 Ele age como lhe agrada
 com os exércitos dos céus
 e com os habitantes da terra.
 Ninguém é capaz de resistir à sua mão
 ou dizer-lhe:O que fizeste? (Daniel 4.34,35)

Cuidado com a prosperidade. Cuidado com o sucesso. Cuidado com o orgulho.

"Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu." (Romanos 12.3)


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