• Luiz Fernando Arêas

AOS PÉS DE JESUS - parte 4, final

Bom dia.


Leia Marcos 3.13-19


Concluímos hoje a série "aos pés de Jesus". Para ilustrar nossa necessidade da devoção diária, uma conhecida história do pianista Paderewski, que praticava escalas (exercícios de música no piano) constantemente.

Ignacy Jan Paderewski, 1860-1941, foi um famoso pianista polonês que viveu na primeira metade do século XX. Quando o governo solicitou-lhe que fizesse concertos a fim de angariar fundos durante a guerra, Paderewski, patriota e cidadão de bem, respondeu: "Farei parte do esforço de guerra sob uma condição. Preciso continuar praticando escalas diariamente, três horas por dia. Pague-me por oito horas, mas ocuparei três delas praticando escalas".


O governo não hesitou em aceitar sua oferta.


Por que alguém com o enorme talento de Paderewski insistiria em praticar escalas três horas por dia? Ele tinha a resposta na ponta da língua:

"Se eu pular um dia de escalas", explicou, "quando houver um concerto, perceberei. Se eu pular dois dias, meu técnico perceberá. E, se eu pular três dias, o mundo inteiro perceberá".

Quando você deixa de fazer suas devocionais um dia, você percebe. Quando deixa de fazê-las por dois dias, sua família percebe. E, quando deixa de fazê-las por três dias, o mundo inteiro percebe.

Quando o Diabo percebe em nós a intenção de orar, faz o possível para nos afastar da oração. (C. S. Lewis, em “Cartas do Inferno”)

Num mundo em que líderes emergentes e empreendedores estão à procura de melhores práticas e estratégias inovadoras, existe um chamado para retornar à Palavra de Deus. Precisamos estar aos pés de Jesus. Maria, irmã de Marta, fez a boa escolha (veja o post). Para descrever a distração de Marta com todos aqueles preparativos, Lucas usou uma palavra que significa literalmente "ser puxado de um lado para o outro".


Sabemos bem o que é isso, não é mesmo? Sermos puxados de um lado para o outro, até nos sentirmos como bonecos de trapo. O que Maria tinha escolhido - sua decisão de cultivar um relacionamento com Jesus, acima de qualquer outra coisa - nunca lhe seria tirado. Pelo resto de sua vida. Por toda a eternidade.

Se você é um fracasso em sua vida de devoção, é um impostor em todas as outras coisas. Deus sente prazer em nós quando sentimos prazer nele.

Agostinho, 354-430

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