• Luiz Fernando Arêas

ABRAÃO 04 - É GUERRA!

Bom dia.


Leia Gênesis 14.1-24


Na trajetória de Abraão é visível o progresso que o patriarca tem feito em conhecer a Deus e confiar nele.

Ele saiu da terra de sua família e veio para Canaã, enfrentou uma fome severa, passou por provações no Egito, lidou com uma crise familiar com o sobrinho Ló, demonstrando sabedoria e dependência de Deus.


Num dia, que parecia como outro qualquer, lá estava Abraão levando sua vida quando a tranquilidade foi violentamente quebrada. Praticamente no seu quintal, eclode uma guerra entre nove povos, quatro contra cinco.


A vida tem dessas coisas. Subitamente, nossa agenda é jogada para o alto por causa da notícia de um exame, de um emprego que se vai, uma crise familiar, uma pandemia mundial...


Abraão não tem nada a ver com essa guerra, ele não quer a guerra, mas essa guerra vem até ele e o afeta. É impossível não se envolver, porque

Levaram também Ló, sobrinho de Abrão, e os bens que ele possuía, visto que morava em Sodoma. (Gênesis 14.12)

Abraão monta um pequeno exército com homens treinados e nascidos em sua casa para resgatar seu sobrinho. Ele não age por impulso, antes demonstra ser um bom estrategista. Planeja e executa um ataque noturno, dividindo seus homens em dois bandos. Há uma longa perseguição, desde o sul, região do Mar Morto até o norte de Israel e além, até a região de Damasco, na Síria. A missão é bem-sucedida.

[Abrão] Recuperou todos os bens e trouxe de volta seu parente Ló com tudo o que possuía, com as mulheres e o restante dos prisioneiros. (Gênesis 14.16)

Então o capítulo termina de forma surpreendente. O rei de Sodoma vai até Abraão e uma figura enigmática entra em cena, Melquisedeque (rei de justiça, no hebraico), rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo (a primeira ocorrência dessa expressão na escritura).


Melquisedeque vai ao encontro de Abraão com pão e vinho, e o abençoa assim:

“Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos”. (Gênesis 14.19)

E Abraão dá mais um passo no conhecer a Deus, agora como o Deus Altíssimo (El Elyon, no hebraico). Embora a empreitada da guerra e do resgate tenha sido trabalhosa, ele sabe que não foi seu exército ou sua estratégia que lhe deram a vitória sobre seus inimigos, mas o Deus Altíssimo que os entregara em suas mãos.


Abraão recusa-se a receber qualquer pagamento do rei de Sodoma e reconhece que tudo que ele tem e conquistou vem de Deus. Por isso entrega o dízimo (décima parte) a Melquisedeque.


Há uma frase atribuída a várias pessoas que diz mais ou menos assim:

Aja como se tudo dependesse de você, sabendo que tudo depende de Deus.

O crescimento de Abraão também vem através das crises e das guerras. Se for para crescermos através das crises, então, ensina-nos, Senhor, a confiarmos em ti em todo o tempo, e fazer a nossa parte.


Um bom cristão não é como o sol de Ezequias, que recuou, nem como o sol de Josué, que permaneceu imóvel, mas como aquele que está sempre avançando em santidade e elevando-se no crescimento de Deus.

Thomas Watson, 1620-1686


28 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo