• Luiz Fernando Arêas

A LIÇÃO DE AMÓS A SER APRENDIDA

Bom dia.


Leia Amós 5.1-14.


Este texto é conclusão do post O CASTIGO JÁ TEMOS. APRENDEREMOS A LIÇÃO?


Em continuação à nossa reflexão sobre as palavras de Amós que afirmam que nenhuma calamidade sobrevém a uma cidade sem que o Senhor a tenha planejado (Amós 3.6), no texto de hoje vemos que as advertências do profeta são mescladas com recomendações do que precisamos fazer para aprender a lição.


Amós é um “homem do campo” levantado por Deus para alertar os juízes corruptos e homens de negócios desonestos. Estes não devem esperar nenhum tipo de misericórdia de um Deus irado.


Deus usou os profetas para exortar o povo, para proclamar juízo e julgamento, mas também os usou para mostrarem o caminho de volta a Ele, como se arrepender dos maus caminhos e andar com Deus.


Diante desse quadro de injustiça social, o texto de hoje, Amós 5.1-14, apresenta três ênfases:

  1. a falsa religiosidade é repulsiva para Deus;

  2. a certeza da chegada do castigo;

  3. como aprender a lição.


A FALSA RELIGIOSIDADE É REPULSIVA PARA DEUS


A falsa religiosidade de Israel se traduzia em idolatria. (v.5) Betel foi um lugar importante para Abraão e para Jacó. Gilgal foi onde Josué erigiu aquele memorial das 12 pedras do Jordão (Josué 4.20). Em Berseba Abraão invocou o nome do Senhor (Gênesis 21.33), o Senhor apareceu a Isaque (Gênesis 26,23,24), e Jacó e toda sua família adoraram a Deus antes de subirem para o Egito (Gênesis 46.1). Três locais de significado especial para a nação de Israel que agora haviam se tornado lugares de cultos idólatras. Aquilo que no passado fora lugar da bênção e da presença de Deus, havia sido pervertido. Os deuses cananeus pareciam ser mais interessantes do que o Senhor.


A falsa religiosidade se traduzia na exploração financeira dos mais fracos. (v. 11) Vocês oprimem o pobre e o forçam a dar-lhes o trigo. O “culto” que prestavam a Deus não era coerente com a vida que levavam. Não havia lugar para obras de misericórdia na "fé" de Israel.


A falsa religiosidade se traduzia na corrupção da justiça. (v. 11) Vocês estão transformando o direito em amargura (em veneno, raiz venenosa) e atirando a justiça ao chão. (v. 12) Vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais. A religião formal sempre prepara um solo fértil para a falsa religião. Tiago diz que a fé sem obras é morta. Amós e Tiago são muito parecidos.


Uma religiosidade que não conjuga confissão e atitude é falsa. 

Agora pense comigo. Será que as palavras de Amós têm relevância para os nossos dias? Mahatma Gandhi, 1869-1948, grande líder e pacifista indiano, olhando para os cristãos da sua geração, emitiu essa triste sentença:

“Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês sequer começaram a viver segundo os ensinos dele.”

COMO APRENDER A LIÇÃO? Amós aponta o caminho de volta é mostrado nos versos 4, 6 e 14:

4 Assim diz o Senhor à nação de Israel: “Busquem-me e terão vida; 6 Busquem o Senhor e terão vida... 14 Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam.

Busquem (procurem até encontrar) a Deus. “Busquem-me e terão vida”, do contrário, tudo estará perdido.


Se não for o Senhor que edificar sua casa, sua mansão de pedra (v. 11), ela cairá. Se não for o Senhor à frente do nosso exército, fracassaremos. Se o Senhor não abençoar nossos negócios, eles irão por água abaixo.


E se essa busca, diz o verso 15 não vier acompanhada de uma vida que ame o bem e odeie o mal; se ela não vier acompanhada de atitudes que lutem em favor da justiça, de nada valerá. É falsa religiosidade. Deus não pode enganar nem ser enganado; não pode enganar porque é a verdade, nem ser enganado porque é sabedoria. Ele é o Justo Juiz. Ele é Santo. Ele é Amor. No centro do texto que lemos está a afirmação do verso 8: Senhor é o seu nome.

Antes de Deus poder libertar-nos, precisamos desenganar a nós mesmos.

Agostinho, 354-430



Esse texto termina com o verso 15: “Talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, tenha misericórdia do remanescente de José.” Ele teve misericórdia de nós. Seu Filho foi castigado em nosso lugar, para que fôssemos perdoados e vivêssemos para Ele.


Concluo com uma poesia anônima, que li num devocional de Billy Graham:


Aquele que é o Pão da Vida, começou Seu ministério faminto.

Aquele que é a Água da Vida encerrou Seu ministério sedento.

Aquele que estava cansado é o nosso verdadeiro descanso.

Aquele que pagou tributo é o Rei dos reis.

Ele orou, mas ouve nossas orações.

Ele chorou, mas enxuga nossas lágrimas.

Ele foi vendido por trinta moedas de prata, mas nos redimiu.

Ele foi levado como um cordeiro ao matadouro, mas é o Bom Pastor.

Ele morreu e deu a vida, e morrendo, destruiu a morte para todos os que crerem.

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